terça-feira, 7 de agosto de 2018

O UM

O um não existe, o Um é.
Tudo depende do um. No um tudo se completa, tudo se harmoniza, tudo se concretiza, tudo se finaliza.
O que é o dois senão o um mais um? E o três, senão o um mais um mais um?
Um espermatozóide penetrou um óvulo e formou no recôndito mais sagrado da vida humana um novo ser, único, eternamente único e assim o Um o trata. 
O Um não trata ninguém de baciada, ninguém de forma igual, com clichês padronizados. 
O Um trata cada um como cada um.
A mais sublime e excelsa jornada humana é ser um com o Um, como queria o Filho.
O Um é indivisível. Antes dele é o nada, depois… mera repetição.
O Um é totalitário. O Um fala do todo, da completude, de unidade, de unicidade. 
O Um aponta para o primeiro e para o último, para o alfa e o ômega, para o princípio e o fim.
Se assim é, não dê partes para o Um, ele não aceita. Não lhe dê o primeiro lugar, ficando com o segundo e o terceiro.
Não lhe dê o dízimo, esse professor de infantis na fé, se você vai ficar com a outra parte para gastar como quiser. 
O Um é, o Um fala, te atrai, te perdoa, te transforma.
O Um te acolhe como você está, mas não aceita o que você é. Ele vai te transformar, tão certo como o ar que respiramos.
O Um é a quintessência da formosura, da beleza, da leveza. 
O Um te liberta do que é material, essa cadeia infernal. 
O Um te liberta da vaidade do brilho desse mundo.

O Um é o que há, é o que é.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Percepções dos cinquenta e poucos

Percepções dos cinquenta e poucos

- As relações estão esfriando. Esse negócio de rede social jogou uma pá de cal nas relações.
- Tudo é na base da barganha. Não só nas relações comerciais, o que já é um saco, mas nas relações pessoais e familiares também. Os pais perderam totalmente a voz de comando. Tudo tem que ser negociado com os filhos. Está dando nisso aí.
- A erotização do sexo venceu e atinge em seus efeitos até os mais sublimes e essenciais valores das relações como, por exemplo, a perenidade do matrimônio.    
- A amigalização da relação pai/filho matou o negócio. Seja amigo do seu filho, mas, sobretudo, seja pai.
- O dinheiro, a prosperidade, o enriquecimento, a que custo for, comanda tudo. E se você não ascendeu à classe de cima, saiba, você não é tão tanto assim.
- As pessoas vivem um raso total. Como as pessoas são vazias!!!
- Deus continua sendo Deus e não cedeu aos queixumes dessa gente afetada.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Do poder

Não! O ser humano ainda não evoluiu a ponto de saber usar o poder. Só Um soube. Foram lá e mataram o Inocente.
O poder traz a reboque o sentimento de que alguém é superior a outro alguém. “Eu tenho o poder, logo, eu mando. Eu escolho. Eu determino. Eu quero e pronto acabou”.
Se eu tenho o poder, eu posso.
É meio aquela coisa do He-man: eu tenho a força! É bem isso. Os poderosos são pueris, infantis, juvenis no trato com o poder.
Oras! Não se tem o poder, isto é, o poder não é algo que se tem.
Se está a serviço do poder, ou seja, o poder é (ou deveria ser) um instrumento de governança da coisa pública, especialmente, mas vale para todas as esferas e instâncias.
O poder é menor que a pessoa, que o ser humano. Se o poder não serve aos humanos, todos eles, corrompeu-se o negócio. E quem está com o poder NÃO é maior que ninguém.
Vocês que irão votar, precisam saber disso.

De que trata a democracia?

Não! Não trata da participação do povo, ou um direito exercido a cada 4 anos é direito?
Não né? Inocentes úteis pensam assim.
A democracia trata de poder. Esse nefasto instituto humano. Tudo gira em torno do poder. Da política à religião, do esporte ao trabalho, da família à sociedade, da cultura ao conhecimento. Tudo gira em torno do poder. É disso que trata a democracia.
Bem clamou o Rabi de Cafarnaum: “entre vocês não será assim”. Ele está esperando isso acontecer para dar andamento ao curso da história humana.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Três carros e um urubu

Essa é a história de três carros.
Um, daqueles bem velhinhos, cada pneu de um tipo e careca, cheio de arame e fita adesiva, pintura queimada, licença vencida, bancos rasgados, motor “fumando” já batendo biela, um dos faróis queimados, um pisca pendurado pelo fio.
Um outro, um carro comum, moderninho, tudo certinho, motorzinho esperto, econômico, enfim, um carro maneiro.
O terceiro, aí sim. Pensa num negócio chic!!! Tecnologia de avião, estaciona sozinho, cheio de sensores pra tudo que você pensar, até para o sono. Motorzão potente V8 biturbo, blindagem nível... sei lá, direção elétrica, faróis que competem com a luz solar, painel ultra/mega moderno, reconhecimento de voz e íris, só dar uma piscadinha que ele já obedece, cada conjunto de pneu e roda vale bem mais que o  carrinho velinho lá de cima.
Bem... qual  a pendenga, qual a querela?
No cruzamento da cidadezinha onde eles moravam, o piloto do carrinho velhinho parou no sinal vermelho, o do carro chic, que estava ao telefone, não viu e passou por cima do carrinho velinho, deixando-o quase que como uma folha de papel. Acabou! Foi reduzido a um monte de ferro velho. Foi feio o negócio.
Todo mundo meio assustado, o pessoal do carro comum ficou olhando para ver o que o cara do carro chic iria fazer.
Humm!!! Nem desceu do carro. Abaixou um pouquinho o vidro e disse para o motorista do carro velhinho: “vai procurar os seus direitos”. Subiu o vidro e foi embora.
O urubu? O urubu ficava só olhando.

Qualquer semelhança com uma história real não é mera coincidência.         

sexta-feira, 13 de julho de 2018

As três casas e o urubu


Numa cidadezinha desse rico rincão brasileiro havia 3 casas.
Uma bem simples que ficava na parte baixa do monte onde as casas foram construídas. Seus moradores eram felizes, pessoas simples que nem querem muito da vida, a não ser verem os seus filhos crescerem em harmonia com as pessoas e com a natureza.
Uma outra casa era uma casa comum, habitada por gente comum.
A terceira casa era casa chic, de empresário do ramo da confecção de roupas. O negócio prosperava, embora as pessoas não fossem muito felizes, mas o negócio ia bem, até que o proprietário resolveu ampliar as instalações que funcionavam nos fundos de sua rica mansão e que ficava na parte de cima do monte.
Ele precisou fazer um grande muro de arrimo para suportar as novas instalações. Esse muro fazia divisa exatamente com o quintal da casa relatada acima, aquela bem simples.
Com o andar dos acontecimentos e com o enorme movimento do negócio do rico empresário os retalhos das roupas foram se acumulando e ele decidiu ir acumulando esses retalhos na extremidade do muro de arrimo que havia construído. Como a estrutura do muro era muito boa, o empresário não relutou em ir acumulando os retalhos sobre esse muro de arrimo e assim foi acontecendo, até que se acumulou uma enorme quantidade de retalhos ali.
Num determinado período ocorreu de caírem muitas chuvas, mas muitas chuvas mesmo, de forma que aqueles retalhos foram ficando encharcados e, obviamente, mais pesados. Mas era muito retalho, afinal o negócio do empresário ia muito bem, obrigado.
A coisa foi ficando tensa até que o muro não aguentou tamanho peso e cedeu e toda aquela montoeira de retalhos precipitou-se exatamente sobre aquela casinha simples dos alegres moradores de baixo levando muita lama junto e causando prejuízos irreparáveis a eles. Eles tinham uma hortinha de onde tiravam alimentos, criavam galinhas, patos, até um porquinho tinha ali. Eles tinham um carro desses bem velhinhos, algumas bicicletas. Tudo, tudinho foi para o beleléu. A própria casa ficou inviável para morar, as paredes ficaram rachadas, o teto veio abaixo, tudo se perdeu com tamanha avalanche de retalhos e lama e sujeira.
Bem... o pessoal que morava naquela casa comum e que não foi afetada em nada com tamanha tragédia ficou olhando e esperando que o empresário procurasse aquela gente simples e resolvesse a pendenga, a querela.
Qual nada!!! O empresário não fez nada. Arrumou o muro e continuou com seu negócio.
O pessoal da casa comum, ficou indignada com a situação e os moradores da casa de baixo estão até hoje a ver navios.
O urubu? O urubu ficava só olhando.

Qualquer semelhança com uma história real não é mera coincidência.               

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Tá bom pra você?


A Boeing vai ficar com 80% do negócio e a Embraer com 20%.
A Boeing vai dar a bagatela de uns 4bi de dólares pelo negócio. Só de pedido em caixa a Embraer tem mais de 18 bi de dólares, o que lhe dá a liderança do segmento de aviões de médio porte.
A Embraer vai ter “um” representante no Conselho. Vai ser jantado pelos da Boeing.
Os carinhas ultra/mega/super inteligentes formados pelo ITA não terão mais onde trabalhar e terão que sair do Brasil.
Conclusão: a esquerda socialista maledeta arrebentou a Petrobras. A direita capitalista maledeta vai arrebentar a Embraer.
Quase dá pra pensar que esse é um país amaldiçoado.
É que sou crente, então continuo crendo e orando por esse país.