sábado, 15 de julho de 2017

Morro e não entendo

Meus queridos, alguém pode me ajudar a entender a lógica do capitalismo?
Vejam: há uns meses eu ganhei um celular e estando em um shopping coloquei a película de proteção. Paguei 40,00 reais!!! Caro.
Bem, essa película se avariou de forma que estava precisando trocá-la. Estando na Santa Ifigênia, aproveitei e o fiz. Paguei 10,00 reais. Deeeeeeeez reais.
Vamos dizer que o comerciante da Santa Ifigênia teve um lucro de 100%, logo ela teria pagado 5,00 reais, certo?
O custo para o comerciante do shopping não deve ser muito diferente disso, oras! Se um consegue comprar por 5,00 o outro consegue também, não?

Por que então no shopping eu paguei 40,00 reais!!! Dirão que tem o condomínio, tem o ... hãã... o que mais? A segurança, o status. Ok, mas 800% de margem não é meio demais não?

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Entre vós não será assim II

A quem o Santo está se dirigindo?
Às autoridades? Não. Elas não aceitariam, não aceitam, nunca aceitaram essa proposta.
“Ser” autoridade é uma delícia, acho, deve ser, pois as pessoas a buscam como quem procura o ar para respirar.
Interessante notar, nesses dias de tanto mal feito, que, invariavelmente, a corrupção esteja íntima e intrinsicamente ligada à autoridade. Invariavelmente corruptores e corrompidos “são” autoridades. Isso é muito eloquente. Os que “são” autoridades deveriam levar isso em consideração. Sejam os eleitos, sejam os aclamados, sejam os impostos, sejam os indicados, sejam os performáticos, sejam quem forem.
Bem... a quem o Santo está se dirigindo?
A tantos quantos consigam ouvi-lo. Em todas as gerações. Pessoas simples, desprovidas de anseios escusos e dominadores.
Pessoas que não querem brilhar, não querem se sobrepor, não querem ser reconhecidas porque receberam algo, um tesouro, uma pérola imensamente maior que essas coisas chamada evangelho.
Pessoas que convencem pelo andar, que pregam caladas, que cativam pelo olhar, que atraem pelo exemplo, enfim, que fazem... sem escolher o trabalho.
Cabe aqui a frase de Indira Gandhi: “Há dois tipos de pessoas: as que fazem o trabalho e as que reivindicam o mérito. Procure estar no primeiro grupo. Há menos concorrência”.

terça-feira, 20 de junho de 2017

A fé do outro

A Rosana nos ensinou domingo, de forma magistral, que é possível sim crer pelo outro. Ela contextualizou alguns casos clássicos dos evangelhos como o caso do paralítico que os amigos levaram até Jesus pelo teto da casa, o caso do centurião e seu servo, o caso da mulher sírio-fenícia, o caso do pai e seu filho atormentado por um espírito mudo e surdo.
Assim, quando alguém não está em plenas condições de ir a Jesus, alguém pode ir até Ele em nome daquela pessoa.
O certo é ir a Ele, a Jesus, e isso só vale para os vivos. Os mortos estão fora.
Quanto à salvação, ela sim continua sendo individual e cada um responderá por si.
Contudo, se o seu marido, ou esposa, ou filho, ou amigo, ou quem quer que seja, se ele está meio enfraquecido ou abatido, você pode ir a Jesus por ele, e até levá-lo a Jesus, conforme exemplos acima.    
No dia seguinte vivenciamos na prática esse negócio.
Um dos nossos filhos estava com um dinheiro preso no banco sem ter como retirá-lo. A mãe orou, o pai fez alguns contatos, um anjo agiu em favor da situação e com alguns cliques o dinheiro foi depositado na conta do menino. Funciona viu?
Creia pelo outro.
Seja o outro do outro, ou, como ensina a parábola do bom samaritano, seja o próximo do outro.  

sábado, 17 de junho de 2017

Entre vós não será assim

A humanidade vai de mal a pior, apesar das perfumarias tecnológicas que só servem para anestesiar as pessoas, exceção feita a alguns avanços na área da medicina.
O filho do carpinteiro, há milhares de anos, deu a dica, mas a humanidade insiste em seguir um sistema de comando em que algumas pessoas dirigem outras milhões.
A democracia é um engodo, pois que baseada na dominação de algumas poucas pessoas sobre as outras, sejam elas quem forem.
Ao longo da história vimos as mais absurdas usurpações e desmandos praticados por esses poderosos, eleitos ou não. Ainda hoje é assim.
Contudo, o problema não está nas pessoas que ocupam essas posições. O problema está no sistema. Entram uns, saem outros, alguns menos piores, mas a humanidade caminha para o caos, ou, caminha no caos, ou, ainda, é um caos, sobretudo porque não ouve o filho do carpinteiro.
Oras! Se nem os que dizem ser representantes dele, não mesmo, o ouvem e seguem o mesmo sistema secular de dominação de uns sobre a maioria, o que esperar da sociedade secular?
Oras! As instituições eclesiásticas, todas elas, seja na versão católica ou de matiz protestante, hoje conhecidas como evangélicas ou pentecostais, seguem o mesmo padrão secular da dominação de uns sobre outros, com maior ou menor intensidade de controle, mas o sistema é o mesmo, o que equipara, na base, ambos ambientes de convivência humana: a sociedade secular e a eclesial. Irmãs de origem.
Entre vós não será assim.
Quem vai?

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Da submissão

Mais significativo e imperioso do que Paulo falar que a mulher deve ser submissa, é ele dizer que o homem deve amar a mulher, como consta em Efésios.
A submissão era costume na época, não houve nada de novo nisso. Contudo, ele dizer que o homem deve amar a mulher, isso sim mostrou-se revolucionário, o que deve perdurar até os dias de hoje.
Mais difícil que a submissão da mulher ao homem é o homem amar a mulher. Se o homem ama a mulher, a submissão passa a ser uma questão menor, pois que estará implícita no processo da convivência, será natural, não uma questão capital.
Uma mulher madura não quererá competir com o homem, tomar o seu lugar, afirmar-se como dominadora, como querem as feministas.
O que a mulher quer é ser amada. Amada com um amor que é mais do que dar provisões elementares, conforto, presentes, viagens, e afins. Amor é bem mais que isso, embora envolva essas coisas.
Já foi dito: ao machismo não se contrapõe com o feminismo e sim com inteligência.

PS: o conceito básico do pensamento apresentado aqui não é meu. Eu só o desenvolvi.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Um camaleão viajante

Olha que já fiz coisa nessa vida!
Estudante, repositor, bancário, vendedor, gerente, empresário, músico, pastor, pregador, construtor, fundador de escola, professor, conselheiro, coordenador, secretário executivo e agora estudante de novo.
Motorista e motoqueiro.
Joguei muito futebol, de campo e de salão, corri, pedalei e pedalo, nadei e jogo tênis.
Parafraseando o pregador, fiz-me de tudo um pouco para ver se ganhava alguns para Cristo. Espero que sim.
O que sou, de fato e de direito: marido e pai, com direitos e deveres, e prazeres, inalienáveis e intransferíveis. E aqui tenho que ser indefectível, ou seja, não posso falhar, pelo menos não de forma delibera. Ocorreram e ocorrerão falhas nessas duas áreas, mas será totalmente involuntário.
Nas outras, também não tive e nem tenho intenção de falhar, mas porque são transitórias, o impacto é menor, então, “a gente vai levando”.
Se falhei, vai aqui meu pedido de perdão.  

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Brascolândia

Estamos todos vendo, estarrecidos, o desmonte da Cracolândia em São Paulo. Agora mesmo o prefeito está a solicitar à justiça que possa internar compulsoriamente aqueles casos mais extremos de dependência.
Fato é que é meio incompreensível a questão da dependência.
Por que, afinal, as pessoas ficam tão amarradas à dependência?
Tem a questão do trauma, de alguma decepção, da falta de assistência do estado, mas é definitivamente intrigante a força da dependência.
Isto verificado, é impossível não fazer um paralelo com a situação de Brasília.
Aquela gente é viciada em propina. Só pode ser.
Elas precisam ser ajudadas, como os dependentes do crack. Elas têm que ser levadas aos médicos, ainda que compulsoriamente, pois isso já é questão de saúde pública, com um agravante que o crack não tem: o vício em propina é contagioso. Os contaminados precisam ser retirados da convivência social, familiar, profissional, e legislativa, para um tratamento clínico.
Outro agravante, como no caso de algumas outras patologias, é que eles não reconhecem que estejam contaminados e que necessitem de ajuda. Assim, talvez, somente compulsoriamente mesmo é que serão ajudados. Eles e os seus pares do setor privado, que também, muitos deles, já estão contaminados.

Haja hospital. E cadeia. Porque alguns, vários, têm que ser enjaulados.