Minha história conta com a história de 5 mulheres.
Minha vó Conceição, a quem meu velho chamava de Nhá Concheta. Mulher ímpar.
Minha véinha, a Neizinha. Mulher sem par.
Cara, se essas mulheres não estiverem habitando o céu, o céu estará muito pouco habitado.
Aí, com pouco menos de duas dezenas de vida, aparece uma mulher que mudou absoluta, peremptória, inexorável e definitivamente minha existência, resignificando-a.
Ambos tivemos uma história familiar tensa e difícil, a dela ainda mais que a minha, bem mais. De grana curta, desde cedo, bem cedo, saí ao trabalho, para ajudar minha véinha. Desde então não parei ainda e não pararei por ainda bons anos.
Em meio a esse quadro de grana curta, juntamos os panos, parcos e frugais, que desde cedo optamos por viver vida espartana.
Mais que tudo, disse e direi novamente: pouca coisa, ou talvez nada, valha tanto para um homem que deitar-se ao travesseiro e saber-se amado, apaixonadamente amado, acumpliciadamente amado.
Mais que os panos, juntamos coração e “outras partes”, do que nos surgiram mais que belos 4 rebentos, dentre os quais, duas coisinhas lindas e que formam o quadro das 5 mulheres da minha vida.
Mato e morro por elas. Fácil.
Desfaço-me de qualquer parte do meu corpo para servir-lhes. Fácil.
Já são quase cinquenta anos trabalhando, trabalharei mais outro tanto se assim convier. Não é fácil, mas faço.
Enfim, àquela que deu início a essa história há 39 anos vai minha admiração e cumplicidade, amor e companheirismo, proteção e aconselhamento.
Beijo grande, sua linda.
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quarta-feira, 12 de junho de 2019
sábado, 13 de abril de 2019
Memórias
Essa música
´Memórias´ reporta aos idos dos anos 70 do século passado.
Há 43 anos,
em abril de 1976, fui encontrado, ainda com 14 anos.
Bendita
hora. Daí, encontrei uma mulher pra cuidar e pra ser cuidado por ela, depois
que saí do berço. Nos apaixonamos e dessa paixão surgiram 4 rebentos
maravilhosos, todos eles muito melhores do que eu.
Pedi pouca
coisa pra Deus. Ele já me deu. Estou absolutamente no lucro.
https://www.youtube.com/watch?v=L6ZHdi3PMFM
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
57 anos
57 anos
Nunca imaginei que faria 57 anos. Imaginei talvez 60 ou 70, ou ainda 80. Mas 57, não.
Daqui a um mês e pouco farei 57 anos.
Estou com a saúde em dia, depois de uns perrengues com hipertensão e próstata. Pedalo 100 km por semana. Tive que parar um pouco com o tênis por conta do horário do trabalho, mas logo logo volto.
Reencontrei o gosto pela música. Tenho gravado muito em home estúdio. Embora tenha muito ainda a aprimorar, eu chego lá.
Estou chegando aos 57 vivendo super bem com esposa e filhos, eles cinco razão da minha vida, o que me impulsiona e me dá ânimo a cada dia, o que se estende, óbvio, às ninhadas deles.
Sobretudo, em fidelidade ao Magnânimo, por mais de 40 anos. Perco tudo, menos Ele, até porque é meu o que consigo carregar com mãos, tipo um agasalho ou um prato de comida. E Ele, por saber disso, me permite ter o que mais quero: uma família e viver bem com essa família.
Fiz muita coisa. Arrependo-me de várias delas, como ter acreditado em pessoas que não eram dignas dessa confiança.
Por outro lado tenho amigos que foram até além do que eu esperava, acreditando em mim quando não precisavam fazê-lo. Isso sim vale. Um salve a eles. E vida longa. Eles sabem quem são, inclusive os do sangue.
Joguei o jogo: era para ser um bom pastor, fui. Era para ser honesto, fui. Era para se dedicar para além do extremo, me dediquei. Era para abrir mão de direitos, abri. Era para não reivindicar esses direitos, não reivindiquei. Era para ser bom marido e pai, fui. De nada disso me arrependo, pelo contrário, faria tudo de novo.
O que me entristece é perceber que fui meio que usado para validar isso ou aquilo por pessoas que não jogaram o jogo como eu. Eu sei que não sou fácil e que tenho uns parafusos a menos na cabeça, mas uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa, e tal, e coisa, e lousa e mariposa.
Bem, está feito. Cada qual responderá por si.
De mim, vou vivendo e esperando talvez celebrar mais alguns anos, com a família e amigos, e agora netinhos, coisas lindas da vida.
Nunca imaginei que faria 57 anos. Imaginei talvez 60 ou 70, ou ainda 80. Mas 57, não.
Daqui a um mês e pouco farei 57 anos.
Estou com a saúde em dia, depois de uns perrengues com hipertensão e próstata. Pedalo 100 km por semana. Tive que parar um pouco com o tênis por conta do horário do trabalho, mas logo logo volto.
Reencontrei o gosto pela música. Tenho gravado muito em home estúdio. Embora tenha muito ainda a aprimorar, eu chego lá.
Estou chegando aos 57 vivendo super bem com esposa e filhos, eles cinco razão da minha vida, o que me impulsiona e me dá ânimo a cada dia, o que se estende, óbvio, às ninhadas deles.
Sobretudo, em fidelidade ao Magnânimo, por mais de 40 anos. Perco tudo, menos Ele, até porque é meu o que consigo carregar com mãos, tipo um agasalho ou um prato de comida. E Ele, por saber disso, me permite ter o que mais quero: uma família e viver bem com essa família.
Fiz muita coisa. Arrependo-me de várias delas, como ter acreditado em pessoas que não eram dignas dessa confiança.
Por outro lado tenho amigos que foram até além do que eu esperava, acreditando em mim quando não precisavam fazê-lo. Isso sim vale. Um salve a eles. E vida longa. Eles sabem quem são, inclusive os do sangue.
Joguei o jogo: era para ser um bom pastor, fui. Era para ser honesto, fui. Era para se dedicar para além do extremo, me dediquei. Era para abrir mão de direitos, abri. Era para não reivindicar esses direitos, não reivindiquei. Era para ser bom marido e pai, fui. De nada disso me arrependo, pelo contrário, faria tudo de novo.
O que me entristece é perceber que fui meio que usado para validar isso ou aquilo por pessoas que não jogaram o jogo como eu. Eu sei que não sou fácil e que tenho uns parafusos a menos na cabeça, mas uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa, e tal, e coisa, e lousa e mariposa.
Bem, está feito. Cada qual responderá por si.
De mim, vou vivendo e esperando talvez celebrar mais alguns anos, com a família e amigos, e agora netinhos, coisas lindas da vida.
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Ro de Liz IX
Minha linda, nesse ano pude ver uma faceta que sabia que estava aí, só não sabia com que força.
Perder uma irmã e um cunhado num só e trágico evento, e ficar com a sobrinha gravemente ferida para cuidar, sabemos todos, não foi fácil, como não foi fácil tentar entender por que, valha-me Deus, pessoas que pensávamos próximas não prestaram sua solidariedade, aquelas mesmas a quem você tanto ensinou, aconselhou, prestou sua solidariedade e por quem você era tida em grande conta, pelo menos, essa era a impressão.
Não sei se uma dia entenderemos.
O que salta mesmo aos olhos é a sua força. Eu sabia que estava aí, mas você precisou usar em abundância. Ainda bem que o estoque era grande.
O mais difícil: deixar a sobrinha com a avó, porque seria o melhor pra ela. Abrir mão do apelo maternal latente e ardente que clamava para assumir a menina, o que faríamos com o maior prazer, foi a barreira mais difícil a superar.
O demais, as dores das perdas e da incompreensão o tempo, se não apaga, ajuda a relevar.
Resta que, isso tudo, só fez engrandecê-la ainda mais.
Você é uma linda, com 4 rebentos maravilhosos e que, pude notar, vão ao extremo por você.
Tem ainda o rebentinho, tão amante quanto, e os agregados, tão admiradores quanto.
De mim, espere TUDO. É só estalar o dedo.
Sobretudo, antes do nada e acima de tudo, estão os olhos do Magnânimo. Ele não lhe faltou e jamais lhe faltará, cuja pequena demonstração é ter a menina estudando na escola que fundamos e hoje é uma escola de destaque em Guaratinguetá.
Beijo no coração.
Te amamos.
Perder uma irmã e um cunhado num só e trágico evento, e ficar com a sobrinha gravemente ferida para cuidar, sabemos todos, não foi fácil, como não foi fácil tentar entender por que, valha-me Deus, pessoas que pensávamos próximas não prestaram sua solidariedade, aquelas mesmas a quem você tanto ensinou, aconselhou, prestou sua solidariedade e por quem você era tida em grande conta, pelo menos, essa era a impressão.
Não sei se uma dia entenderemos.
O que salta mesmo aos olhos é a sua força. Eu sabia que estava aí, mas você precisou usar em abundância. Ainda bem que o estoque era grande.
O mais difícil: deixar a sobrinha com a avó, porque seria o melhor pra ela. Abrir mão do apelo maternal latente e ardente que clamava para assumir a menina, o que faríamos com o maior prazer, foi a barreira mais difícil a superar.
O demais, as dores das perdas e da incompreensão o tempo, se não apaga, ajuda a relevar.
Resta que, isso tudo, só fez engrandecê-la ainda mais.
Você é uma linda, com 4 rebentos maravilhosos e que, pude notar, vão ao extremo por você.
Tem ainda o rebentinho, tão amante quanto, e os agregados, tão admiradores quanto.
De mim, espere TUDO. É só estalar o dedo.
Sobretudo, antes do nada e acima de tudo, estão os olhos do Magnânimo. Ele não lhe faltou e jamais lhe faltará, cuja pequena demonstração é ter a menina estudando na escola que fundamos e hoje é uma escola de destaque em Guaratinguetá.
Beijo no coração.
Te amamos.
sábado, 26 de maio de 2018
V e r g o n h a
Eu tenho
vergonha de ser contemporâneo dessa gente que dirige o país. Vergonha e asco. Eu
desprezo essa gente, quase odeio, é que o Sábio de Nazaré ensinou que devemos
orar pelos inimigos, contudo, tenho pra mim que há algo a considerar aí, pois
essa gente não se coloca como inimigo, logo...
Eu imagino
que os filhos dos meus netos, quando estudarem essa época, se perguntarão como
a população deixou chegar a essa situação, como a população deixou esse bando
tomar a nação de assalto. Mais: o fizeram de terno e gravata, nos endereços assépticos
e aclimatados dos mais caros do país. Gente que envelheceu no corpo, mas na
mente são infantis, pueris, juvenis no pior sentido. Bando de adolescentes
brincando de mandar, de pegar o que não é seu, coisas muito próprias da adolescência.
Gente bárbara.
Acho que os
filhos dos meus netos ficarão tão intrigados quanto nós quando ficamos sabendo
das barbáries que as gerações que nos antecederam cometiam.
Quando eles
ficarem sabendo que os políticos viviam cercados de aviltantes privilégios,
enquanto grande parte da população era desprovida de elementos básicos da sobrevivência.
Quando souberem
da discrepância absurda havida entre a renda de ricos versus a dos pobres.
Por fim, acho que quando eu for mais velho, eu
ficarei bravo comigo mesmo por ter feito tão pouco para mudar essa situação,
por ter esperado que pessoas se juntassem a mim ao invés de ter ido à luta
munido das mais letais armas, não as de fogo nem as brancas.
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Eu e a moto
Não sei quem
possui quem, seu eu a ela ou ela a mim.
O que sei é
que somos cúmplices, até o limite extremo.
O vento...
ambos sentimos, de cara, na cara.
Se ela toma
chuva, eu tomo.
Se ela sente
calor ou frio, eu sinto.
A terra e o
barro grudam igualmente em nós.
Os perigos,
estamos ambos na berlinda.
Parada, eu a
sustento.
Em movimento,
ela me carrega, com o sol, a lua e as nuvens como companheiras sob o olhar
atento e cuidadoso do Divino.
Se gasto
dinheiro com ela? Sim, contudo, menos do que gastaria com um terapeuta.
Tenho a
nítida sensação de que a moto é um ser vivo, pois qualquer pancada me dói na
alma.
E a liberdade?
Que outro
veículo tem como combustível não o derivado o petróleo, mas o vento?
Que outro
veículo te leva lá no ponto exato aonde você quer ou precisa ir?
Que outro
veículo te faz parar na frente do comércio pra comprar o que você precisa?
Que outro
veículo te liberta do congestionamento?
Que outro
veículo te instiga tanto a injetar adrenalina nas veias? E haja adrenalina,
especialmente na chuva com carros, caminhões e ônibus do seu lado.
A gente não
é sabão, mas é cada escapada que a gente dá!!!
Que outro
veículo te expõe tanto? Sim, em cima dela você é o que você é, não adianta nem
encenar.
Que outro
veículo te faz arrancar um aceno de uma criança com cara de espanto misturada com
admiração?
Que outro
veículo transforma ilustres desconhecidos em amigos do peito?
Que outro
veículo te transforma em parte da natureza?
Eu e a moto.
Compre uma.
terça-feira, 6 de junho de 2017
Um camaleão viajante
Olha que já fiz coisa nessa vida!
Estudante, repositor, bancário, vendedor, gerente, empresário, músico, pastor, pregador, construtor, fundador de escola, professor, conselheiro, coordenador, secretário executivo e agora estudante de novo.
Motorista e motoqueiro.
Joguei muito futebol, de campo e de salão, corri, pedalei e pedalo, nadei e jogo tênis.
Parafraseando o pregador, fiz-me de tudo um pouco para ver se ganhava alguns para Cristo. Espero que sim.
O que sou, de fato e de direito: marido e pai, com direitos e deveres, e prazeres, inalienáveis e intransferíveis. E aqui tenho que ser indefectível, ou seja, não posso falhar, pelo menos não de forma delibera. Ocorreram e ocorrerão falhas nessas duas áreas, mas será totalmente involuntário.
Nas outras, também não tive e nem tenho intenção de falhar, mas porque são transitórias, o impacto é menor, então, “a gente vai levando”.
Se falhei, vai aqui meu pedido de perdão.
Estudante, repositor, bancário, vendedor, gerente, empresário, músico, pastor, pregador, construtor, fundador de escola, professor, conselheiro, coordenador, secretário executivo e agora estudante de novo.
Motorista e motoqueiro.
Joguei muito futebol, de campo e de salão, corri, pedalei e pedalo, nadei e jogo tênis.
Parafraseando o pregador, fiz-me de tudo um pouco para ver se ganhava alguns para Cristo. Espero que sim.
O que sou, de fato e de direito: marido e pai, com direitos e deveres, e prazeres, inalienáveis e intransferíveis. E aqui tenho que ser indefectível, ou seja, não posso falhar, pelo menos não de forma delibera. Ocorreram e ocorrerão falhas nessas duas áreas, mas será totalmente involuntário.
Nas outras, também não tive e nem tenho intenção de falhar, mas porque são transitórias, o impacto é menor, então, “a gente vai levando”.
Se falhei, vai aqui meu pedido de perdão.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Ro de Liz VIII
Depois de 35 anos juntos, temos menos pra viver do que já vivemos.
Já vimos e vivemos muita coisa. Boas e outras nem tanto assim. Se corrigiria alguma coisa? Várias. Só não a minha escolha de ter você comigo.
Das grandes vitórias é termos os quatro piás por perto e em plena harmonia. Coroa que nada nem ninguém tira. Presente maior do alto.
Impossível viver sem querer o seu bem.
Impossível pensar só em mim.
Impossível não me preocupar com você e com cada detalhe de sua vida.
Dizem que isso se chama amor. Pode ser, não entendo muito dessas coisas. Fato é que sou assim, muito porque aprendi com você.
Posso atestar que a cumplicidade possível entre duas pessoas, é algo deveras forte. Forte ao ponto de ir às últimas consequências.
Como diz um dos nossos piás: “muitos têm mãe. Ele tem você”. Vou roubar: muitos têm esposas. Eu tenho você.
Beijo enorme.
Já vimos e vivemos muita coisa. Boas e outras nem tanto assim. Se corrigiria alguma coisa? Várias. Só não a minha escolha de ter você comigo.
Das grandes vitórias é termos os quatro piás por perto e em plena harmonia. Coroa que nada nem ninguém tira. Presente maior do alto.
Impossível viver sem querer o seu bem.
Impossível pensar só em mim.
Impossível não me preocupar com você e com cada detalhe de sua vida.
Dizem que isso se chama amor. Pode ser, não entendo muito dessas coisas. Fato é que sou assim, muito porque aprendi com você.
Posso atestar que a cumplicidade possível entre duas pessoas, é algo deveras forte. Forte ao ponto de ir às últimas consequências.
Como diz um dos nossos piás: “muitos têm mãe. Ele tem você”. Vou roubar: muitos têm esposas. Eu tenho você.
Beijo enorme.
sábado, 4 de junho de 2016
Ro de Liz - VII
Minha flor, viver ao seu lado por esses quase 40 anos, como
seu parceiro, cúmplice e cuidador, é sentir-se a pessoa mais importante da
terra. Você me faz sentir assim.
Você dá um sentido nobre às questões relevantes, às
irrelevantes, você é a nobreza em pessoa para tratá-las, revestindo-se,
contudo, com a excelência da simplicidade.
Amo-te como amo a Deus, acima de e sobre tudo, só não Dele
mesmo.
Minha fidelidade a você, vivo-a com todo o prazer, mesmo
porque não há quem possa competir com você, quem lhe exceda em que critério for.
Deus foi e tem sido bom comigo, especialmente pelos quatro
frutos lindos e benditos do seu ventre, e o frutinho vindo (e a virem) daí.
Quatro belíssimas pessoas, extensível aos seus pares, com quem tenho a sorte e
bem-aventurança de conviver e a quem tenho podido entregar o melhor que
poderia, acima de bens e riquezas: meu amor por você, cuja reciprocidade é
deveras patente, cristalina e arrebatadora.
E saiba: os presentes que o Magnânimo lhe dá, por sua
preciosidade, me agradam profundamente, pois você merece tudo de bom que alguém
pode receber.
Sua fé me alimenta, sua dedicação me inspira, sua confiança
me tranquiliza, sua humanidade e limitação me impulsionam a buscar o melhor de
mim para poder acrescentar algo a você.
Te amo.
Beijo enorme.
terça-feira, 30 de junho de 2015
Sei lá...
Não sou dono de ninguém, ninguém é dono de mim.
Não tutelo ninguém, ninguém dá tutela a mim.
Rio na cara de quem acha que pode me enquadrar.
Não sou anarquista, capitalista, socialista ou comunista.
Não sou de direita, de esquerda, nem centrista.
Não sou líder de nada, ninguém está sob mim.
Não cubro ninguém, ninguém está sobre mim.
Mas sou visceral, se preciso, vou às vias de fato por amigos
meus.
Não sou seguidor dessa profusão histérica que a tudo e a
todos quer intitular.
Já fui judoca, mas não sou pugilista, nem do verbo, que o
que estou vendo não passa de pugilismo retórico (desse doente do Malafaia).
Não sou músico, cantor, poeta ou escritor.
Daqui a dois anos serei administrador.
Será? Não, não é a faculdade que faz de alguém, alguém.
Se tenho autoridade sobre mim?
Tenho: Deus, Seu Filho, a bíblia e a polícia.
Não acredito na democracia.
Não tenho partido, não tenho candidato, não é por essa gente
que sou representado.
Eu me represento a mim mesmo.
“Nessa estrada só quem pode me seguir sou eu”.
A liberdade é isso: eu te aceito como você é, você me aceita
como eu sou.
Ninguém tem toda a resposta, não se atreva.
Uma proposta: entre os dois caminhos, entre pelo apertado,
não se esqueça. Quem disse não fui eu. Se estão te falando o contrário, o azar
é todo seu.
Sou todo família. É o que há. É o que fica. É a minha
prosperidade. É a minha sina.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Ro de Liz VI
Ro de Liz VI
Amar-te é mais do que viver, pois viver acaba.
Amar-te é mais do que sorrir, pois o sorriso por vezes sai dos lábios.
Amar-te é mais do que sentir prazer. Ainda que muito bom, é passageiro.
Amar-te é mais do que necessitar estar ao seu lado, sempre. Isso ainda é impossível.
O meu lado mau, você melhorou, o bom, você aprimorou.
Eu sei que te dei algo. Mas, mais peguei do que dei.
Das inexorabilidades da vida, duas delas: não te largo, qual leopardo agarrado à sua presa. Não te traio, por nenhum exemplar da espécie, pois que dela você está no topo, então, eu sairia perdendo.
Perco tudo: saúde, bens, dinheiro e amizades, só não você.
Se posso pedir algo, peço o bálsamo divino sobre suas feridas, que "poucos" jogam o jogo como nós jogamos. Não direi "ninguém" para não dar ar de superioridade.
Você é meu vício, minha sina, minha gana, meu precipício diário em que me lanço sem medo de não ser amado. Que sentimento melhor há que deitar e dormir sabendo-se amado?
De tudo a que te expus, a que te submeti na lida da vida, que não foram poucas nem fáceis, você deixou claro que não importava o quando, o onde, o como, mas com quem: eu, isso te bastava.
Não tinha nada pra te dar além de mim. Dei-me, pois, e recebi algo melhor: você e os nossos rebentos. Não quero mais nada dessa vida. Nadica de nada.
O Magnânimo sabe fazer as coisas.
Seu escravo
domingo, 8 de janeiro de 2012
Ambiguidades
Uma parte de mim pegaria facilmente em armas, a outra me
desarma
Uma parte de mim ora, a outra chora
Uma parte de mim quer agir, a outra quer fugir
Uma parte de mim quer falar, a outra quer calar
Não sei o que fazer, não sei para onde ir
Será que morrerei assim?
Uma parte de mim consente, a outra mente (!?)
Uma parte de mim clama, a outra reclama
Uma parte de mim teme, a outra geme
Uma parte de mim adere, a outra fere
Não sei o que fazer, não sei para onde ir
Será que morrerei assim?
Uma parte de mim é o legal, a outra um chacal
Uma parte de mim é o bonzinho, a outra um monstrinho
Uma parte é o alegre, a outra uma peste
Uma parte de mim é o coelho, a outra um fedelho
Não sei o que fazer, não sei para onde ir
Será que morrerei assim?
Uma parte de mim é o companheiro, a outra um estrangeiro
Uma parte de mim se comporta, a outra se revolta
Uma parte de mim se revela, a outra gela
Uma parte de mim dá, a outra também
Não sei o que fazer, não sei o que pensar
Será que morrerei assim?
domingo, 1 de janeiro de 2012
Ro de Liz IV
O que eu lhe falar será de menos
Deixe-me admirá-la, ao menos
Nesses trinta anos ganhamos e perdemos
Sorrimos e choramos, aconselhamos
e lamentamos
Pelo sim pelo não, vencemos
Pedi pouca coisa para Deus: uma mulher, filhos, e a amizade
deles e entre eles. Estou absolutamente no lucro. Assim, não troco o que tenho pelo que não tenho.
Pérola roubada de um andarilho simples como eu de quem não
sei nem o nome: “Só não sou mais feliz porque Deus já meu deu uma família
linda”.
Não sei se a amo. Se é amor o que estou vendo por aí. Então
não a amo.
Pois, no que sinto, não há a possibilidade de traição, de
troca, de encerramento.
Acho que a amo. Se é amor a cumplicidade, a amizade, a
proteção, a compreensão, o perdão, o prazer genuíno e exclusivo, o respeito, o
não julgamento, de parte a parte, então a amo. E sou amado.
Dentre tantos sentimentos, posso dizer que sei o que é
ganhar a sorte grande.
Dentre tantos pensamentos, posso dizer que sei o que é
construir uma história relevante.
Dentre tantos acontecimentos, posso dizer que sei o que é
ser um amante.
Enfim, se é que se pode terminar um texto desse: estou
amando. Há trinta anos.
02/01/1982 - 02/01/2012
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Gabriela, sempre Gabriela
Primeiro rebento de uma quadra maravilhosa.
Excelente em tudo o que faz.
Cansei de receber elogios sobre sua pessoa nos mais variados lugares em que vivemos.
Ela tem essa capacidade de nos deixar ansiosos pelo que falará, pois não gasta seus verbos no que não edificará.
Filha, irmã, esposa, mãe e profissional que a todos marca com sua marca maior: a singeleza.
No seu caso, singeleza sinônimo de força e determinação.
Sabe o que quer e para onde vai.
Desde cedo, muito cedo, saiu à cata de seu destino.
Está construindo-o, que este costuma acumpliciar-se aos que o perseguem.
Soube acomodar-se às agruras de um casal recém formado há 30 anos e contribuiu para a formação dele.
Pena que no material pude lhe dar muito menos do que ela merece. Procurei compensar do outro lado, espero ter conseguido.
Desculpe as parcas palavras que só descrevem em parte o que você significa para todos nós, pois escrevi no açodamento de pilhas de textos a corrigir, mas não poderia deixar passar em branco.
Escrevo segurando as lágrimas que querem saltar dos olhos.
Mil beijos, conte comigo e conosco, hoje e sempre.
Excelente em tudo o que faz.
Cansei de receber elogios sobre sua pessoa nos mais variados lugares em que vivemos.
Ela tem essa capacidade de nos deixar ansiosos pelo que falará, pois não gasta seus verbos no que não edificará.
Filha, irmã, esposa, mãe e profissional que a todos marca com sua marca maior: a singeleza.
No seu caso, singeleza sinônimo de força e determinação.
Sabe o que quer e para onde vai.
Desde cedo, muito cedo, saiu à cata de seu destino.
Está construindo-o, que este costuma acumpliciar-se aos que o perseguem.
Soube acomodar-se às agruras de um casal recém formado há 30 anos e contribuiu para a formação dele.
Pena que no material pude lhe dar muito menos do que ela merece. Procurei compensar do outro lado, espero ter conseguido.
Desculpe as parcas palavras que só descrevem em parte o que você significa para todos nós, pois escrevi no açodamento de pilhas de textos a corrigir, mas não poderia deixar passar em branco.
Escrevo segurando as lágrimas que querem saltar dos olhos.
Mil beijos, conte comigo e conosco, hoje e sempre.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Ro de Liz III
Em comemoração à
terceira década
Se você é, eu sou
Se você vai, eu vou
Se você quer, eu dou
Se falar, escuto
Se pensar, reflito
Se andar, vou junto
Se tropeçar, levanto
Se cansar, sustento
Se parar, descanso
Se caminhar, avanço
Se tocar, eu canto
Se ouvir, eu toco
Se chorar, eu sofro
Se sofrer, eu choro
Se machucar, assopro
Se temer, protejo
Se estressar, acalmo
Se duvidar, garanto
Se sorrir, desfruto
Se entregar, recebo (muito, totalmente)
Se mostrar, eu vejo
Se esconder, eu acho
Enfim... do seu lado, relaxo
Rumo a mais 30 anos
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