Na proporção exatamente inversa a uma vida de profundidade com Deus é o quanto as pessoas precisam de uma liderança.
Há um verdadeiro clamor por liderança. Não há sequer um responsável por uma igreja que não queira ter uma liderança preparada, capaz, atuante, unida. Um bom time de líderes é entendido como a solução para todos os problemas de uma igreja e da igreja num contexto mais amplo. Seria a panacéia espiritual para as doenças da igreja cujo sucesso e atuação exitosa são invariavelmente medidos por números, numerais e numerários ($). Nada contra - ou tudo-. É que o evangelho subsiste de outras premissas.
“Tenha uma boa liderança e seus problemas acabarão!”.
Bem, há outro lado a ser analisado.
Um fato: essa necessidade de liderança surge da extrema falta de profundidade que as pessoas têm no seu relacionamento com Deus. Quanto mais as pessoas têm um relacionamento raso e distorcido com Deus, mais elas dependerão de regras, esquemas, modelos, padrões, controles, normas e maior será a necessidade de uma liderança para colocar toda essa máquina para funcionar.
Outro fato: dependendo da atuação de uma determinada liderança ela mais dificultará do que facilitará que as pessoas se relacionem com Deus de uma forma sadia, vital, única.
Os que defendem essa presença maciça da liderança certamente se espelham na atuação de Jesus que teria formado uma liderança em sua jornada na terra quando chamou os 12 apóstolos para acompanhá-lo. Ainda que consideremos válida essa comparação, o fato é que com os 12, depois 11, depois 12 de novo, depois, de novo, 13 com o abortivo, ele mudou o mundo. A inserção e expansão do Reino de Deus seria feita diretamente por Ele e estaria baseado somente Nele. Hoje, em determinadas regiões, há 3 ou 4 igrejas por rua, cada uma com um time de liderança que ultrapassa os 12, 11 ou 13 e que não mudam sequer a rua ou o bairro onde estão inseridas!
Não quero dizer que esse esquema baseado em regras e normas controlado por uma liderança não seja válido. Pelo contrário, ele é muito eficiente. Basta ver o crescimento do islamismo no mundo para se verificar a eficiência dessa estrutura.
Ouso dizer, e sei que é uma ousadia louca, desvairada: precisamos diminuir a presença e influência da liderança no meio da igreja para abrir espaço para o Espírito Santo. Não que Ele precise disso de nossa parte, pois Ele é soberano e faz o que e quando quer. Digo na condição de quem está agonizando, ansiando por vida, pela vida de Deus.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
A vida como ela é
Não consigo ver o mundo dividido entre:
Reis e súditos, primeiros e últimos
Crentes e ateus, gentios e judeus, publicanos e fariseus
Líderes e liderados, comandantes e comandados
Católicos e protestantes, protagonistas e coadjuvantes
Clero e laicato, iniciantes e iniciados, certos e errados
O que importa é o amor, que para uns é o fim, para outros o início, para outros o meio
Mesmo sendo errados os amantes, seus amores serão bons (Chico Buarque)
Não consigo ver o mundo dividido entre:
Brancos e negros, amarelos e vermelhos
Ricos e pobres, maiores e menores
Nobres e plebeus, americanos e europeus
Generais e soldados, africanos e asiáticos
Bem vestidos e maltrapilhos, abençoados e malditos
O que importa é o amor, que para uns é o fim, para outros o início, para outros o meio
Tudo o que precisamos é (o) amor (John Lennon)
Não consigo ver o mundo dividido entre:
Teólogos e neófitos, comuns e insólitos
Ovelhas e pastores, alunos e professores, assistentes e adoradores
Santos e pecadores, bons e malfeitores
Poetas e operários, espertos e otários
Guias e guiados, fortes e fracos
O que importa é o amor, que para uns é o fim, para outros o início, para outros o meio
Por você (a mulher amada) eu limparia os trilhos do metrô, viajaria a prazo pro inferno,eu tomaria banho gelado no inverno (Frejat)
Não consigo ver o mundo dividido entre:
Eruditos e ignorantes, honestos e farsantes
Antenados e trogloditas, “sarados” e portadores de doenças malditas
Belos e feios, e... sei lá mais o quê
Se não houver vento, reme! Se não houver lua, uive! Se estiver sem ar, se inspire!
Se não houver chance, crie! Se houver silêncio, grite! Se não houver palavra, escute!
Mas nunca desista do seu amor (Rodrigo Santos)
Pois bem, convido a todos a aprendermos de Deus a arte do amor. Amor que é sua essência. Sua imanência. Sua transcendência. Início, meio e fim. Transbordante. Amor que não aceita desaforo, em que, relevando-o, vai ao extremo, qual areia, implacável no deserto.
O curso já foi e está sendo dado. As inscrições estão abertas. O manual, milenar, vem junto.
Reis e súditos, primeiros e últimos
Crentes e ateus, gentios e judeus, publicanos e fariseus
Líderes e liderados, comandantes e comandados
Católicos e protestantes, protagonistas e coadjuvantes
Clero e laicato, iniciantes e iniciados, certos e errados
O que importa é o amor, que para uns é o fim, para outros o início, para outros o meio
Mesmo sendo errados os amantes, seus amores serão bons (Chico Buarque)
Não consigo ver o mundo dividido entre:
Brancos e negros, amarelos e vermelhos
Ricos e pobres, maiores e menores
Nobres e plebeus, americanos e europeus
Generais e soldados, africanos e asiáticos
Bem vestidos e maltrapilhos, abençoados e malditos
O que importa é o amor, que para uns é o fim, para outros o início, para outros o meio
Tudo o que precisamos é (o) amor (John Lennon)
Não consigo ver o mundo dividido entre:
Teólogos e neófitos, comuns e insólitos
Ovelhas e pastores, alunos e professores, assistentes e adoradores
Santos e pecadores, bons e malfeitores
Poetas e operários, espertos e otários
Guias e guiados, fortes e fracos
O que importa é o amor, que para uns é o fim, para outros o início, para outros o meio
Por você (a mulher amada) eu limparia os trilhos do metrô, viajaria a prazo pro inferno,eu tomaria banho gelado no inverno (Frejat)
Não consigo ver o mundo dividido entre:
Eruditos e ignorantes, honestos e farsantes
Antenados e trogloditas, “sarados” e portadores de doenças malditas
Belos e feios, e... sei lá mais o quê
Se não houver vento, reme! Se não houver lua, uive! Se estiver sem ar, se inspire!
Se não houver chance, crie! Se houver silêncio, grite! Se não houver palavra, escute!
Mas nunca desista do seu amor (Rodrigo Santos)
Pois bem, convido a todos a aprendermos de Deus a arte do amor. Amor que é sua essência. Sua imanência. Sua transcendência. Início, meio e fim. Transbordante. Amor que não aceita desaforo, em que, relevando-o, vai ao extremo, qual areia, implacável no deserto.
O curso já foi e está sendo dado. As inscrições estão abertas. O manual, milenar, vem junto.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Um lamento: Sião está vazio
O título desse manifesto demonstra que a igreja está fora do lugar/estado em que deveria estar. Ela está em outro monte, o Monte Sinai.
O Monte Sinai é o monte que Deus escolheu para fazer a entrega da Lei aos judeus e para lá a igreja tem se dirigido no decorrer dos séculos.
O Monte Sião é o monte onde está a cidade do Deus vivo.
Para dirimir quaisquer dúvidas: o Antigo Testamento é Palavra de Deus e lá Ele deixou-se conhecer. Foi inspirado por Deus e serve para nossa instrução, quando se tem sabedoria pra escutá-lo falando ali, o que não é tarefa fácil.
A igreja tem cometido o grave erro de abdicar das palavras de Jesus em favor do que foi dito no Antigo Testamento. Assim sendo, não há mais discipulado em nossos dias, pois somente o evangelho é capaz de construir discípulos. O Antigo Testamento não tem essa capacidade.
Um lamento: Sião está vazio
Sião está vazio, quase abandonado
Poucas almas se encontram ali
Poucos descobriram os tesouros encravados nesse monte
Dentre esses, o mais precioso bem da terra
Incomparável, sem igual, inefável
Compreendido em algumas páginas centrais de um livro chamado bíblia
Sinai está cheio
Muitos encontram ali a guarida para seus anseios ou... medos
Insistem em ficar com as sombras, por que será?
Eis a pergunta a ser respondida:
Por que trocar o belo pelo quase belo
A realidade pela figura
O fundamental pela aparência
O eterno pelo instantâneo
O novo pelo velho
O celeste pelo terreno
O transcendente pelo transitório
Sião está vazio
O que faz vazia a terra
Carente de entendimento, de justiça
De igualdade, de desprendimento
De singeleza, de simplicidade
Sinai está cheio
Por isso tanta competição, tanta comparação
Tanta vaidade, tanta glória vã
Tanta concorrência, tanta usura
Sião está vazio
O meu coração chora, quase sangra
Como a mãe que vê o filho recusar um conselho
Para depois tê-lo sem vida em seus braços
Sião vazio é mau presságio
É ar sem vento, da vida o ocaso
Sinai está cheio
Cheio de sinais, de maravilhas, de prosperidade
Ambiente propício para as mais vis obscenidades
Egoísmo, egocentrismo, auto-estima, amor próprio
Distinção, privilégios, vantagens, presunção
A ditadura do “eu”, o império do “meu”
Sião está vazio
Por certo tudo fica vazio onde Deus está
Pois ele a tudo enche com o resplendor de sua glória
Mas, não é o caso desse lugar - que nem lugar é, senão um estado, uma condição
Pois, já na aurora da redenção ele preparou esse lugar para receber o homem
Ainda que na condição de desprezível criatura agora restaurada
Sinai está cheio
Assim, cheias ficam as pessoas
Enfatuadas, espiritualmente obesas, inanimadas
Doentes, sem jamais acabar o que começam
Sião está vazio
E “vaziando”
O Monte Sinai é o monte que Deus escolheu para fazer a entrega da Lei aos judeus e para lá a igreja tem se dirigido no decorrer dos séculos.
O Monte Sião é o monte onde está a cidade do Deus vivo.
Para dirimir quaisquer dúvidas: o Antigo Testamento é Palavra de Deus e lá Ele deixou-se conhecer. Foi inspirado por Deus e serve para nossa instrução, quando se tem sabedoria pra escutá-lo falando ali, o que não é tarefa fácil.
A igreja tem cometido o grave erro de abdicar das palavras de Jesus em favor do que foi dito no Antigo Testamento. Assim sendo, não há mais discipulado em nossos dias, pois somente o evangelho é capaz de construir discípulos. O Antigo Testamento não tem essa capacidade.
Um lamento: Sião está vazio
Sião está vazio, quase abandonado
Poucas almas se encontram ali
Poucos descobriram os tesouros encravados nesse monte
Dentre esses, o mais precioso bem da terra
Incomparável, sem igual, inefável
Compreendido em algumas páginas centrais de um livro chamado bíblia
Sinai está cheio
Muitos encontram ali a guarida para seus anseios ou... medos
Insistem em ficar com as sombras, por que será?
Eis a pergunta a ser respondida:
Por que trocar o belo pelo quase belo
A realidade pela figura
O fundamental pela aparência
O eterno pelo instantâneo
O novo pelo velho
O celeste pelo terreno
O transcendente pelo transitório
Sião está vazio
O que faz vazia a terra
Carente de entendimento, de justiça
De igualdade, de desprendimento
De singeleza, de simplicidade
Sinai está cheio
Por isso tanta competição, tanta comparação
Tanta vaidade, tanta glória vã
Tanta concorrência, tanta usura
Sião está vazio
O meu coração chora, quase sangra
Como a mãe que vê o filho recusar um conselho
Para depois tê-lo sem vida em seus braços
Sião vazio é mau presságio
É ar sem vento, da vida o ocaso
Sinai está cheio
Cheio de sinais, de maravilhas, de prosperidade
Ambiente propício para as mais vis obscenidades
Egoísmo, egocentrismo, auto-estima, amor próprio
Distinção, privilégios, vantagens, presunção
A ditadura do “eu”, o império do “meu”
Sião está vazio
Por certo tudo fica vazio onde Deus está
Pois ele a tudo enche com o resplendor de sua glória
Mas, não é o caso desse lugar - que nem lugar é, senão um estado, uma condição
Pois, já na aurora da redenção ele preparou esse lugar para receber o homem
Ainda que na condição de desprezível criatura agora restaurada
Sinai está cheio
Assim, cheias ficam as pessoas
Enfatuadas, espiritualmente obesas, inanimadas
Doentes, sem jamais acabar o que começam
Sião está vazio
E “vaziando”
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Hacia Él – Para Ele
Sálvame de no ver el dolor del otro y la otra.
Salva-me de não ver a dor dos outros.
Sálvame de no sentir el dolor del otro y la otra.
Salva-me de não sentir a dor dos outros.
Sálvame de estar y no ser.
Salva-me de “estar” e não “ser”.
Sálveme de mi idea de ti.
Salva-me de minha ideia de Ti.
Sálveme de hacerte una casa que no sea mi vida.
Salva-me de fazer-Lhe uma casa que não seja minha vida.
Sálvame de creerte definible.
Salva-me de crer-Lhe definível.
Sálvame de perder la memoria sobre el dolor de mi pueblo.
Salva-me de perder a memória sobre a dor do meu povo.
Sálvame de creer que tengo razón.
Salva-me de crer que tenho razão.
No hay libertad más grande que reconocerse igual al otro y la otra.
Não há liberdade maior que reconhecer-se igual aos outros.
Líbrame de no amar hasta el dolor.
Livra-me de não amar até à dor.
Trechos da oração/poesia de David Montealegre, teólogo colombiano.
Salva-me de não ver a dor dos outros.
Sálvame de no sentir el dolor del otro y la otra.
Salva-me de não sentir a dor dos outros.
Sálvame de estar y no ser.
Salva-me de “estar” e não “ser”.
Sálveme de mi idea de ti.
Salva-me de minha ideia de Ti.
Sálveme de hacerte una casa que no sea mi vida.
Salva-me de fazer-Lhe uma casa que não seja minha vida.
Sálvame de creerte definible.
Salva-me de crer-Lhe definível.
Sálvame de perder la memoria sobre el dolor de mi pueblo.
Salva-me de perder a memória sobre a dor do meu povo.
Sálvame de creer que tengo razón.
Salva-me de crer que tenho razão.
No hay libertad más grande que reconocerse igual al otro y la otra.
Não há liberdade maior que reconhecer-se igual aos outros.
Líbrame de no amar hasta el dolor.
Livra-me de não amar até à dor.
Trechos da oração/poesia de David Montealegre, teólogo colombiano.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Salmo 137 - Uma releitura
- Hoje já não se anda mais às margens do rio
Não, ninguém quer estar à margem
Que estar à margem é ser marginal
O anseio é por estar no centro
Ver e ser visto, ser bem quisto, ser moderno, ser aceito
- Já não há mais salgueiro
Há muito é açucareiro
“Doce é a vida, aproveitemo-la”
- A lembrança de Sião já não causa dor
As harpas já não são penduradas
Não, ao contrário, quer-se mesmo é entreter, agradar
Os pedidos são atendidos, todos
O que importa é a felicidade imediata
Os opressores estão aí e “a gente não tá nem aí”
Insistem: sejam alegres, felizes
Por que renúncia? Por que fidelidade?
Por que prantear? Por que questionar?
Então tá!
- Terra estranha? Não, terra desfrutada
Desde as entranhas, ainda que não autorizadas
- Esqueça o passado, isso é coisa de museu
O que importa é o presente, o prazer iminente
Pegue-o com as duas mãos, e não se esqueça de seu ventre
Tampouco do seu paladar
No fim, no fim é o que restará
- Se já não há mais os filhos de Edom contra quem lutar
Há, muito presente, o hedonismo
O prazer máximo com esforço mínimo
- Nãããão! Não destruam Babilônia
Ela tem jeito, com jeitinho tudo se ajeita
Ela tem tanta coisa boa, por que você a rejeita?
- Dispense-se os serviços da Pedra que a tudo esmaga
Que a tudo reduz a pó
Por que essa violência toda?
“Somos da paz”
Salmo 137
1 Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião.
2 Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas,
3 pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião.
4 Como, porém, haveríamos de entoar o canto do SENHOR em terra estranha?
5 Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita.
6 Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria.
7 Contra os filhos de Edom, lembra-te, SENHOR, do dia de Jerusalém, pois diziam: Arrasai, arrasai-a, até aos fundamentos.
8 Filha da Babilônia, que hás de ser destruída, feliz aquele que te der o pago do mal que nos fizeste.
9 Feliz aquele que pegar teus filhos e esmagá-los contra a pedra.
Não, ninguém quer estar à margem
Que estar à margem é ser marginal
O anseio é por estar no centro
Ver e ser visto, ser bem quisto, ser moderno, ser aceito
- Já não há mais salgueiro
Há muito é açucareiro
“Doce é a vida, aproveitemo-la”
- A lembrança de Sião já não causa dor
As harpas já não são penduradas
Não, ao contrário, quer-se mesmo é entreter, agradar
Os pedidos são atendidos, todos
O que importa é a felicidade imediata
Os opressores estão aí e “a gente não tá nem aí”
Insistem: sejam alegres, felizes
Por que renúncia? Por que fidelidade?
Por que prantear? Por que questionar?
Então tá!
- Terra estranha? Não, terra desfrutada
Desde as entranhas, ainda que não autorizadas
- Esqueça o passado, isso é coisa de museu
O que importa é o presente, o prazer iminente
Pegue-o com as duas mãos, e não se esqueça de seu ventre
Tampouco do seu paladar
No fim, no fim é o que restará
- Se já não há mais os filhos de Edom contra quem lutar
Há, muito presente, o hedonismo
O prazer máximo com esforço mínimo
- Nãããão! Não destruam Babilônia
Ela tem jeito, com jeitinho tudo se ajeita
Ela tem tanta coisa boa, por que você a rejeita?
- Dispense-se os serviços da Pedra que a tudo esmaga
Que a tudo reduz a pó
Por que essa violência toda?
“Somos da paz”
Salmo 137
1 Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião.
2 Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas,
3 pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião.
4 Como, porém, haveríamos de entoar o canto do SENHOR em terra estranha?
5 Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita.
6 Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria.
7 Contra os filhos de Edom, lembra-te, SENHOR, do dia de Jerusalém, pois diziam: Arrasai, arrasai-a, até aos fundamentos.
8 Filha da Babilônia, que hás de ser destruída, feliz aquele que te der o pago do mal que nos fizeste.
9 Feliz aquele que pegar teus filhos e esmagá-los contra a pedra.
Era uma igreja muito engraçada...

...não tinha teto, não tinha nada.
Essa noite, eu tive um sonho de sonhador, sonhei com uma igreja esquisita. Ela não tinha muros, piso, púlpito, bancos ou aparelhagem de som. A igreja era só as pessoas. E as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias. Ninguém era chamado de mestre, pois todos eram membros da mesma família e tinham só um Mestre. Tampouco alguém era chamado de pastor, apóstolo, bispo, diácono ou Irmão. Todos eram conhecidos pelos nomes, Maria, Pedro, Afonso, Julia, Ricardo...
Todos os que criam pensavam e sentiam do mesmo modo. Não que não houvesse ênfases diferentes, pois Paulo dizia: “Vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem das obras, para que ninguém se glorie”, enquanto Tiago dizia: “A pessoa é aceita por Deus por meio das suas obras e não somente pela fé”. Mas, mesmo assim, havia amor, entendimento e compreensão entre as pessoas e suas muitas ênfases.
Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira.
Não havia gente rica em meio a igreja, pois ninguém possuía nada. Todos repartiam uns com os outros as coisas que estavam em seu poder de acordo com os recursos e necessidades de cada um. Assim, César que era empresário, não gastava consigo e com sua família mais do que Coutinho, ajudante de pedreiro. Assim todos viviam, trabalhavam e cresciam, estando constantemente ligados pelo vínculo do amor, que era o maior valor que tinham entre eles.
Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja. Mas ele me disse que a igreja normalmente se reunia esporadicamente, pelo menos uma vez por semana em que a maioria podia estar presente. Normalmente era um churrasco feito no sítio do Horácio e da Paula, mas no sábado em que eu participei, foi uma macarronada com frango na casa da Filomena. As pessoas iam chegando e todos comiam e bebiam o suficiente.
Depois de todos satisfeitos, Paulo, bem desafinado, começou a cantar uma canção. Era um samba que falava de sua alegria de estar vivo e de sua gratidão a Deus. Maurício acompanhou no cavaquinho e todos cantaram juntos. Afonso quis orar agradecendo a Deus e orou. Patrícia e Bela compartilharam suas interpretações sobre um trecho do evangelho que estavam lendo juntas. Depois foi a vez de Sueli puxar uma canção. Era um bolero triste, falando das saudades que sentia do marido que havia falecido há pouco tempo. Todos cantaram e choraram com ela. Dessa vez foi Tiago que orou. Outras canções, orações, hinos e palavras foram ditas e todas para edificação da igreja.
Quando o sol estava se pondo, Filomena trouxe um enorme pão italiano e um tonelzinho com um vinho que a família dela produzia. O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo.
Acordei com um padre da Inquisição batendo à minha porta. Junto dele estavam pastores, bispos, policiais, presidentes, ditadores, homens ricos e um mandado de busca. Disseram que houvera uma denúncia e que havia indícios de que eu era parte de um complô anarquista para acabar com a religião. Acusaram-me de frequentar uma igreja sem líderes, doutrina ou hierarquia; me ameaçaram e falaram: “Ninguém vai nos derrubar!”. Expliquei: “Vocês estão enganados, não fui a lugar nenhum, não encontrei ninguém ou participei de nada... aquela é apenas a igreja dos meus sonhos”.
por: Tonho [foi coordenador do UG -Min. Jovem do Portas Abertas]
texto e foto retirados do blog http://pavablog.blogspot.com/
Fonte: www.theopimenta1.blogspot.com
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