segunda-feira, 8 de abril de 2013

E o dinheiro hein...


Há uma aura de esoterismo rondando o ato de dar dinheiro na e para aquilo que se convencionou chamar de igreja. Querem dar ao ato um poder que ele não tem. O ato é anunciado meio que como tendo um poder mágico de fazer abrir as janelas dos céus. Está virando mito.
Nada de novo aqui, isso já foi falado de diversas maneiras.
Me chama a atenção, entretanto, que essa postura traz a reboque a financeirização nas relações humanas em todos os seus quadrantes. Tudo gira em torno do dinheiro.
A bíblia declara que o ouro e a prata são de Deus. Ótimo. Mas eles não são mais de Deus do que o oxigênio, o tempo, os planetas, as formigas. Tudo é dele. O ouro e a prata também.
Essa financeirização nas relações humanas tem degradado as relações e conduz a distorções em todos os níveis. Já era padrão no meio secular, agora se faz marcantemente presente na igreja.
Já se viu pelejas homéricas, seja entre consanguíneos, seja entre ex-amigos ou inimigos, por causa do dinheiro, ou do que ele representa (bens, posses, direitos, etc.).
E agora a igreja, que deveria repercutir a postura do Nazareno que deu tão pouco valor ao dinheiro, só faz assumir a postura secular da financeirização nas relações humanas.
Do dízimo, propriamente dito, o fato é que quem dá os dez por cento mas se acha no direito de gastar por conta os noventa restantes, não entendeu nada.
Se Deus não é só alfa (primeiro), mas alfa e ômega (primeiro e último), assim também ele quer que o dízimo seja encarado como uma introdução à dependência total Dele.
Deus não precisa de um “agradinho”. Tampouco quer que o dízimo seja encarado  como sacrifício. Sacrifícios se prestam a ídolos, a mitos. Não reduza o meu Deus a isso.
Os que dão, em que pese o fato de estarem comprometidos com o Reino, deveriam dizer: “Tenho aqui dez por cento. Dá? Tenho mais. Eu quero mesmo é estar totalmente envolvido com esse “negócio”, pois não existe lugar melhor e que me dê mais honra do que colocar meu dinheiro aqui”. 
Dízimo não é lei, nem regra, nem sacrifício, nem mágica. Dízimo é professor.
Dízimo não é contribuição, nem ajuda, nem colaboração. Dízimo é oportunidade.
Agradeça a Deus por lhe permitir colocar seu dinheiro em Seu Reino. 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Viver é


Leia pausadamente

Não está vivo aquele que respira. Não.
Não está vivo aquele que não tem nenhum problema físico.
Não está vivo aquele que prospera incessantemente.
Não está vivo aquele que não tem nenhum inimigo.
Não está vivo aquele que tem prazer por prazer.
Não está vivo aquele que parece feliz.
Não está vivo aquele que não tem dívidas.
Não está vivo aquele que não tem pendências.
Não está vivo aquele que não tem defeitos.
Não está vivo aquele que não tem temores.
Não está vivo aquele que não se cansa.
Não está vivo aquele que não pensa em desistir.

Viver é mais que respirar.
É mais que ter saúde.
É mais que enriquecer.
É mais que viver em paz.

O viver transcende o prazer, bem como a felicidade.
Alguns há que não concordam.
Pergunto então: por que acabam quando cessa a respiração?

Viver é dever. É não ter como pagar.
É compreender as limitações. É fugir.
Viver é exaurir-se e, apesar de si, continuar. 

terça-feira, 5 de março de 2013

Um insight nada ortodoxo


Por nada ortodoxo refiro-me à teologia marginal a que recorro para pensar em Deus, porque acho a teologia sistemática meio pernóstica, então, não quero.
Essa brevíssima reflexão é uma repercussão de pensamentos sobre a “imagem e semelhança” constante em Gênesis.

Quem é Deus?
Deus é aquilo que faz, sabe e comunica.

Quem é o homem?
Oras! O homem é aquilo que faz, sabe e comunica.

Por certo, se o que faço, sei e comunico expressa o que sou, isso me assemelha a Deus que tem no fazer, no saber e na comunicação a plenitude de sua expressão.  

Pronto. Imagem e semelhança um do outro.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Folhas de figueira ou pele de animal? Uma releitura de Gn 3

O texto abaixo é uma exegesezinha meio maluca (será que o correto é dizer “meia” maluca? Acho que não, meia maluca é aquela que meia que sai andando sozinha. Então vou deixar “meio” mesmo. É que nessa praia tem cada uma! Dia desses vi um universitário dizer “em fim, de férias”. Ele queria dizer: “enfim, de férias”, acabou dizendo que suas férias estavam acabando!!!) de Gênesis 3: 7 e 21, como meio maluco é o escritor. Só que o negócio vai ficar meio tenso, então, se você não estiver muito bem com sua fé, eu o convido a interromper a leitura por aqui.

Tudo o que você recebe dos tele-evangelistas ou dos apóstolos modernos é folha de figueira.
As coisas mais estapafúrdias que eles oferecem, folhas de figueira.
Óleo santo consagrado nos sete principais pontos da Cidade Santa, tijolo consagrado, lenço suado, bíblia carésima de 900 reais, castiçal de sete pontas, aquele caixote com seres alados em cima representando o tabernáculo de Deus, corredor de sal grosso, banhos e abluções, folhas de figueira.
Financiamento de programa na televisão, folha de figueira.
As promessas e campanhas mais descabidas, folhas de figueira.
O acesso às riquezas dessa terra, folha de figueira.
Pessoas se assumindo como mediadoras, ponte, canal entre vocês e Deus, folha de figueira.
Pessoas se assumindo como porta-vozes de Deus, ou como representantes da igreja, ou como as que sabem o caminho do sucesso ou os segredos mais escondidos que serão revelados no fim dos dias, folha de figueira.
O “toma lá, dá cá” gospel, o “vale tudo” gospel, folha de figueira.
Judaização da fé, folha de figueira.
Cantores e bandas gospel de  altíssimos cachês que se revezam nas paradas de sucesso seguidos de seus fãs, folhas de figueira.

O Cordeiro imaculado, túnica de pele.

É isso.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Então... é isso?


O que se tem para oferecer é isso?
Mensagens adocicadas, de ânimo, de acomodação?
Umas fotinhas da natureza com alguns versos bíblicos ou frases “bem” elaboradas.
Então... é isso?
All we need is love? É isso?
Então... os Beatles estavam certos? (Ih! Mexi num vespeiro? Tem gente que é intocável).
Só estou perguntando. Estou tentando entender o negócio, embora pareça ser uma porfia inglória.
Então... tudo vai dar certo no fim?
“É só esperar acontecer”, como diria a bispa.
O “quem sabe faz a hora, não espera acontecer” perdeu? Sim, playboy, perdeu. Não te avisaram?
Então... é isso?
O lance é brilho, fama, prosperidade, mídia, modernidade modernosa, profetismo descompromissado, culto à personalidade, plágio do esquema do mundão, o vale tudo gospel, “sonsão” da hora, altos cachês (e não me venha com seus “por ques”), “vida de gado, povo marcado, eh... povo feliz”, então... o lance é esse?
Fique tranquilo, tudo se resolverá com uma liderança capaz. A panaceia gospel. O lance é esse: treinar líderes.
Ah! Tá! Não estava sabendo.
Quer saber? Tô fora. 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O que o movimento evangélico não é


O movimento evangélico não é representante da igreja do Senhor na terra.
A igreja do Senhor (e não preciso nem destacar como a “verdadeira” igreja do Senhor, pois que para mim só interessa essa, aliás, só existe essa, o resto é plágio) está aí e não depende de movimentos ou de pessoas de destaque para existir e para cumprir a vocação para a qual foi criada. A igreja do Senhor é divina e não tem CNPJ.
O movimento evangélico é um movimento muito peculiar com trejeitos e clichês que, se são inofensivos, acrescentam muito pouco à vida das pessoas, valendo para destacar os participantes desse movimento das demais, o que, convenhamos, não é nem muito recomendável. Usa quem quer e não são determinantes para o reconhecimento de alguém como discípulo de Jesus.
O movimento evangélico pretende-se sucedâneo do protestantismo, cuja fundação atribui-se a Martinho Lutero que deve estar se revirando no túmulo por tal pretensão do movimento evangélico.
O movimento evangélico depende da mídia para existir e por ela é afetado.
Oras! Não será a mídia, com seus veículos, que estabelecerá a lisura daqueles que falam nome de Deus, como pretendem os participantes do movimento evangélico, a não ser para os próprios participantes desse movimento, que super valorizam e dependem da mídia para existir.
A igreja do Senhor não depende da mídia e por ela não é afetada.
Os recentes escândalos (que de recentes não têm nada) ganham força porque seus agentes aprenderam a tirar proveito da ingenuidade das pessoas. Isso escandaliza, não o fato de se pretenderem representantes da igreja do Senhor, porque eles não são. “E nunca serão”. Ops... desculpa. Plagiei do Anderson Silva.