terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Uma epifania


Olha que depois de 43 anos seguindo o Senhor eu já ouvi gente falando de Deus hein!
Nem sou muito exigente, ouço com atenção qualquer pessoa que esteja falando de Deus. Só não tenho paciência com esses que associam a vida com Deus com a riqueza. Aí eu capitulo.
Dentre os que ouvi posso citar alguns: Ricardo Gondim, Ulisses Sabará, Cláudio Pinto, Caio Fábio e minha esposa Rosana que chegou a me fazer sentir-me como se estivesse ouvindo o próprio Senhor.
Bem, estávamos no grupinho caseiro na casa de minha filha Gabriela que é dirigido pela Rosana e meu neto simplesmente lançou uma pérola.
Estávamos falando da oração do Pai Nosso até que chagamos ao “mas livra-nos do mal”.
Aí o meu neto fez menção de querer fazer um comentário, mas desistiu, no que nós três insistimos que ele falasse. E ele falou.
Presta atenção.
Ele disse algo assim: “eu acho esse mal aí é o mal que está dentro da gente e que não podemos aplicar ao outro”.
Ou seja, nós devemos orar a Deus para que ele nos livre de praticar o mal ao outro.
Rapaz. Jamais havia ouvido isso!
Achamos todos que ele está no caminho para ter o seu encontro pessoal com o Senhor, sem o que de nada vale qualquer esforço, ação, estrutura eclesial e o que mais quer que seja.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Deus é

Ao Rei eterno, imortal, invisível mas real

Imanente, transcendente, com a gente, Emanuel
Da aurora, a boreal e a diária
Do breu, o mais profundo breu
Aquele mesmo… objeto de gozação, de tiração
O inabalável, qual aço valiriano 
O intocável, no entanto, tangível 
Do alvorecer da vida ao desfalecer na morte
Do sol, o nascente e o poente
O desconhecido, conquanto, perceptível 
No pico mais alto, o do Everest, à fossa mais profunda, das Marianas, ei-lo lá
O imutável mutante, mutante imutável 
Das quimeras mais doces à exatidão quântica
O indefinível, ainda que tema de retóricas verborrágicas eloquentes mas prolixas, que vão de lugar algum pra lugar nenhum
Indomável, ininquadrável, inimputável 
Longânimo, magnânimo  
Respondente, conquanto, silente
Inspirador, de coisas como a Nona Sinfonia, a Pietá, a Monalisa, a Capela Sistina
Do bebê no peito da mãe à avó que chora a cada dia pelos rebentos seus e os dos seus

Eita que é grande esse Deus 

domingo, 17 de novembro de 2019

A ditadura e a democracia


A ditadura e a democracia são irmãs.

Hein!!!
Pois é. Ambas têm um mesmo núcleo, uma mesma retórica, um mesmo argumento, uma mesma lógica, um mesmo raciocínio, uma mesma força motriz, uma mesma dinâmica, qual seja: o poder. E o poder centrado em uma pessoa.
Como ocorre com todas irmãs, aqui também esses dois sistemas têm suas idiossincrasias, o que só faz confirmar a tese, restrita essa diferença à maneira como as pessoas chegam ao poder: uns à bala, outros pelo voto.
Consta na história humana um encontro entre suas duas maiores personalidades.
Um disse ao Outro que lhe daria tudo se esse Outro se submetesse a ele.
Esse Outro não o desmentiu, até que ao fim de sua carreira recebeu todo o poder de Quem detinha, Ele sim, o poder. De posse desse poder, esse Outro não orientou aos humanos a exercerem o poder, que é Dele, mas a ensinarem os seus princípios.
A democracia já exauriu todos os seus recursos, e, claudicante, já não atende aos anseios dos humanos, se é que algum dia atendeu, quando se pensa na humanidade como um todo e não em guetos nacionalistas.
Urge transpor essa lógica centrada no poder exercido por uma pessoa.
Pessoas não têm capacidade de operar esse tipo de poder em nenhuma instância da narrativa humana: religiosa, social, empresarial, política, desportiva, intelectual, sexual.
Esteja certo: as distorções, as guerras, os confrontos, as disputas nascem, se desenvolvem e se impõem a partir dessa premissa: o poder centrado em uma pessoa.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Maniqueísmo intelectual

Por falar em democracia, oras! O que é a democracia?
Uma deusa intocável à qual todos devem prestar reverência e obediência absolutas?
Que democracia é essa:
- 50 a 60 mil assassinatos por ano. Números de guerra.
- Entre eu e você, um de nós não tem acesso a esgoto tratado = 100 milhões de brasileiros sem acesso a esgoto tratado.
- 35 milhões de brasileiros sem acesso a água potável.
- 18 milhões de crianças na pobreza com 5 milhões na extrema pobreza.
- Poderes apodrecidos como os desse país - Executivo, Legislativo e Judiciário - vivendo nababescamente e alheios àqueles que os mantêm.
Tá bom pra você?
Ah! Mas então você prefere a ditadura?
Não.
Não é porque quero isso que não quero aquilo. Não é porque quero aquilo que não quero isso. Maniqueísmo intelectual.
Retrato dessa democracia: Uma Belíndia: Rico como a Bélgica, pobre como a Índia.
Ow. Há de ter uma saída, há de ter uma terceira via, ou tá bom pra você que consegue comprar seu telefoninho moderno, suas férias bacanas, seu carrinho cheio de perfumaria modernosa? Tudo bem quem pode, mas tem gente passando sede nesse país!!!
Tá bom pra você?

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Renovação

Esse mundo clama, suspira, anseia e necessita de renovação.
Já tivemos J.S. Bach, Beethoven, Shakespeare, Mozart, Michelangelo, Tom Jobim, João Gilberto, Francisco de Assis, Gandhi, Madre Teresa, Albert Einstein, Thomas Edison, Henry Ford, Santos Dumont, Steve Jobs, o derradeiro Bill Gates...
Precisamos de alguém para propor uma alternativa à moribunda democracia, ao selvagem capitalismo, comunismo/socialismo nem conta, aos três poderes que comandam essa e aquela nação, ao voto representativo. Há mais. A lista é interminável.
O planeta precisa de renovação. Pelamorrrr...
Não falarei do Rabi de Nazaré porque: 1) ele não cabe em nenhuma lista; 2) esse planeta já não quis ouvi-lo, e aí deu no que deu.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Qual a igreja certa?

A prostestante, a evangélica, a católica, a católica romana, a pentecostal, a neo-pentecostal, a pós-pentecostal, a cristã, a da família, a avivada, a tradicional, a santa, a MINHA, a moderna, a fundamentalista, a messiânica, a adventista, a russelita, a mórmon, a apostólica, a sacerdotal, a profética, a mais antiga, a mais nova, a pequena, a grande, a que prega a palavra, a que adapta a palavra, a que aceita todo mundo, a que seleciona e segrega, a hierárquica, a anárquica, a judaizada, a musical, a do transe, a do sincretismo, a pobre, a próspera, a do ar livre, a do templo suntuoso, a subversiva, a capitalista, a da direita, a da esquerda, a dos cultos, a do social, a da fé, a das obras, a da teologia, a do passatempo, a idólatra, a do culto à personalidade, a clubista, a tribalista, a ocidental, a oriental, a norte-americana, a sul-americana, a verdadeira, a mais verdadeira, a pura, a mais pura.

Humm...

Resposta: a igreja.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

De povos & líderes, e o Beija Flor

Povos precisam de líderes.
Líderes precisam de povos.
A humanidade caminha assim e deu no que deu, muito porque não ouviram o Beija Flor.
O rabi Nazareno não tratou nem com um (povos) nem com outro (líderes).
Ele tratou, e trata, com pessoas.
Vários textos demonstram como ele queria falar com a pessoa, como no caso da narrativa em que o pastor deixa as 99 e vai atrás daquela que estava perdida. Não lhe importa tanto o rebanho, pra ele só uma figura de retórica e contextualização, mas o indivíduo.
Mais do que fazer parte de um povo, você é um indivíduo, com uma existência especial para o Beija Flor.
Você não é um CPF ou um frequentador de um rebanho a colaborar com a manutenção do estábulo e do seu pastoreador. Você é uma pessoa com a qual o Beija Flor quer falar, curar, formar e enviar, não como um líder, mas como um missionário. Você tem uma missão na terra que é mais do que frequentar cultos e dar dinheiro lá. Você precisa deixar as coisas e a condição de criança e tornar-se um adulto com as responsabilidades dos adultos.
Pra encerrar, engana-se, rotundamente, quem acha que os 12 discípulos eram líderes. Não eram.
Líderes, via de regra, são pessoas terr... humm... pessoas ... sei lá. Deixa pra lá.
O Beija Flor que mudar a sua vida.