Desde a mais tenra idade da humanidade há uma instância que comanda as relações humanas. Essa instância permeia todos os meandros das relações em todas as suas facetas, graus, intensidades, alcance, hierarquias, linhas de comando e de controle, enfim…
Há inúmeros nomes, designações, títulos que definem os que estão no topo dessas relações, contudo, há uma definição que abarca todas as demais: líder, e, por extensão, liderança.
A humanidade gira e vive em torno dos líderes.
Seja o pajé ou cacique da tribo, seja o faraó ou imperador tidos como deuses cujo padrão moral fariam as gerações atuais corarem de vergonha, seja o sacerdote de todas as religiões, seja o rei de poderes absolutos, seja o papa, bispo, pastor e o professor, seja a figura do pai e marido com conotação patriarcal, seja o ditador ou o presidente eleito, seja o empresário ou o chefe por ele estabelecido, seja enfim…
A humanidade gira e vive em torno dos líderes.
Desnecessário dizer que o causo se aplica aos dois gêneros: masculino e feminino.
Donde vem e o que avaliza um líder? O poder. Não se concebe um líder sem o poder que se lhe segue. Um líder, só é líder porque tem poder. Poder sobre o outro, seja um ou um milhão.
A humanidade gira e vive em torno dos líderes.
Nos meus mais ingênuos e utópicos devaneios consigo imaginar um mundo sem a figura do líder. Acho que seria um mundo melhor.
Jesus não era um líder. E não estabeleceu líderes. Mas aí é outro papo.
sexta-feira, 2 de abril de 2021
quinta-feira, 25 de março de 2021
Da sociedade brasileira
Uma sociedade autofágica, que se guia por sistemas trogloditas do “olho por olho, dente por dente” em que “você me ofendeu, pode esperar, eu vou te ofender de volta” em que “eu tive uma derrota, mas ela foi ilegítima e não descansarei enquanto não reverter essa história pra esfregar na sua cara, custe o que custar”.
Uma sociedade dependente de ídolos sobre os quais projeta seus anseios e desejos. Seja ele quem for: anjo ou demônio.
Uma sociedade que brinca de deus, flertando com um pretenso domínio de um irreal e intangível poder, quimera deveras pueril.
Uma sociedade obtusa que não enxerga onde se dá a verdadeira batalha, ou qual é a arena que, pasmo, é ela própria. Isso: ela é arena e gladiadores, com uma plateia formada pelas elites que se refastelam com as infindáveis e eternas querelas e pendengas desses palhaços sangrentos, se não com o sangue carmesim, com as difamações sem fim.
Quando você entenderá? Quando? Que seu inimigo não é o seu par, quem está do seu lado aqui embaixo, mas quem está lá em cima.
Direita, esquerda, capitalismo, socialismo – ideologias vazias - são maquiações, maculações, maquinações, maquiavelismos sobre, ou sob, os quais as elites subjugam aqueles que lhes mantêm os prazeres, os líderes, os eleitos, os capazes, os poderosos.
Parei!!!
Uma sociedade dependente de ídolos sobre os quais projeta seus anseios e desejos. Seja ele quem for: anjo ou demônio.
Uma sociedade que brinca de deus, flertando com um pretenso domínio de um irreal e intangível poder, quimera deveras pueril.
Uma sociedade obtusa que não enxerga onde se dá a verdadeira batalha, ou qual é a arena que, pasmo, é ela própria. Isso: ela é arena e gladiadores, com uma plateia formada pelas elites que se refastelam com as infindáveis e eternas querelas e pendengas desses palhaços sangrentos, se não com o sangue carmesim, com as difamações sem fim.
Quando você entenderá? Quando? Que seu inimigo não é o seu par, quem está do seu lado aqui embaixo, mas quem está lá em cima.
Direita, esquerda, capitalismo, socialismo – ideologias vazias - são maquiações, maculações, maquinações, maquiavelismos sobre, ou sob, os quais as elites subjugam aqueles que lhes mantêm os prazeres, os líderes, os eleitos, os capazes, os poderosos.
Parei!!!
sexta-feira, 19 de março de 2021
Minha candidatura
Então?!
Como é esse negócio de líder mundial?
Estou me candidatando.
Acabo com a fome, a sede e a miséria em um ano.
Acabo com as doenças em três.
Os super ricaços vão adorar, pois vou trazer uns quatro bilhões de novos consumidores para o play.
Tem outros problemas: moradia, educação e cultura.
Deixarei as bases lançadas para o meu sucessor resolver.
E a segurança?
Estará tacitamente resolvida, contudo há duas questões específicas:
- Tráfico – seguirei as orientações do meu neto. Menino de treze anos de mente brilhante. Já me disse que quer estar bem longe das drogas, mas que elas deveriam ser liberadas porque aí acaba o tráfico e a violência decorrente dele.
- Super ricaços – outra fonte de violência. Já tenho a solução. Vou dar pra eles duas ilhas, as mais paradisíacas. Vou mandar instalar uma Disneylandia e uma Hollywood em cada uma delas. Para uma delas transferirei o Museu do Louvre e para a outra a Torre Eiffel. Eles vão ter que decidir em qual.
Por que duas? Será uma para os super ricaços da direita e outra para os de esquerda.
Vou mandar pra lá também uns cientistas de Harvard e do MIT e uns economistas da London School of Economics. Os super ricaços vão adorar.
E quando surgir um novo super ricaço? Aí tem que resolver com os velhos super ricaços das ilhas.
A questão da China.
É terra que eles querem? Darei mais um pedaço pra eles. Lá no norte da Rússia tem bastante. Tudo bem que é gelo, mas os chineses dão um jeito.
Ah! O choro é livre e é o que tem.
E a questão do poder?
O poder é de Deus e só pertence a ele. A humanidade vai deixar de (tentar) concorrer com Deus e de brincar de deus.
Não haverá poderosos, haverá servidores.
Hei! Atenção aqui. Nenhuma referência aos servidores do funcionalismo público. Essa classe não existirá mais.
Mas e os poderes executivo, legislativo e judiciário?
A gente se vira. Dá pra dispensar.
E aí? Tenho o seu voto?
Como é esse negócio de líder mundial?
Estou me candidatando.
Acabo com a fome, a sede e a miséria em um ano.
Acabo com as doenças em três.
Os super ricaços vão adorar, pois vou trazer uns quatro bilhões de novos consumidores para o play.
Tem outros problemas: moradia, educação e cultura.
Deixarei as bases lançadas para o meu sucessor resolver.
E a segurança?
Estará tacitamente resolvida, contudo há duas questões específicas:
- Tráfico – seguirei as orientações do meu neto. Menino de treze anos de mente brilhante. Já me disse que quer estar bem longe das drogas, mas que elas deveriam ser liberadas porque aí acaba o tráfico e a violência decorrente dele.
- Super ricaços – outra fonte de violência. Já tenho a solução. Vou dar pra eles duas ilhas, as mais paradisíacas. Vou mandar instalar uma Disneylandia e uma Hollywood em cada uma delas. Para uma delas transferirei o Museu do Louvre e para a outra a Torre Eiffel. Eles vão ter que decidir em qual.
Por que duas? Será uma para os super ricaços da direita e outra para os de esquerda.
Vou mandar pra lá também uns cientistas de Harvard e do MIT e uns economistas da London School of Economics. Os super ricaços vão adorar.
E quando surgir um novo super ricaço? Aí tem que resolver com os velhos super ricaços das ilhas.
A questão da China.
É terra que eles querem? Darei mais um pedaço pra eles. Lá no norte da Rússia tem bastante. Tudo bem que é gelo, mas os chineses dão um jeito.
Ah! O choro é livre e é o que tem.
E a questão do poder?
O poder é de Deus e só pertence a ele. A humanidade vai deixar de (tentar) concorrer com Deus e de brincar de deus.
Não haverá poderosos, haverá servidores.
Hei! Atenção aqui. Nenhuma referência aos servidores do funcionalismo público. Essa classe não existirá mais.
Mas e os poderes executivo, legislativo e judiciário?
A gente se vira. Dá pra dispensar.
E aí? Tenho o seu voto?
terça-feira, 2 de março de 2021
Do arraial
Tem alguns anos que saí da igreja institucionalizada.
Não renego essa instituição, mas ali tem pouca coisa de Deus. Tem o suficiente só pra você se aproximar de Deus. A partir de então é com você e Deus. Deus não precisa de intermediários pra tratar com você. Ele precisa de algumas pessoas por um tempo para mostrar a direção, a partir de então, é com você e Deus.
E por que ali tem pouca coisa de Deus?
Porque tem muita coisa do homem: culto à personalidade, sede de poder, amor ao dinheiro, vaidades, controle e domínio sobre os incautos, música como instrumento de manipulação sensorial, interesses políticos, jogo de interesse. A lista é grande.
Está escrito: “saiamos a Ele fora do arraial”. A igreja só é encontrada fora do arraial.
Isso é tão verdade que também está escrito: “Eis que estou à porta e bato”.
Oras! Se ele está à porta, de que lado ele está?
Sai daí povo, você já está bem crescidinho para ficar amarrado nessas coisas mundanas.
Não renego essa instituição, mas ali tem pouca coisa de Deus. Tem o suficiente só pra você se aproximar de Deus. A partir de então é com você e Deus. Deus não precisa de intermediários pra tratar com você. Ele precisa de algumas pessoas por um tempo para mostrar a direção, a partir de então, é com você e Deus.
E por que ali tem pouca coisa de Deus?
Porque tem muita coisa do homem: culto à personalidade, sede de poder, amor ao dinheiro, vaidades, controle e domínio sobre os incautos, música como instrumento de manipulação sensorial, interesses políticos, jogo de interesse. A lista é grande.
Está escrito: “saiamos a Ele fora do arraial”. A igreja só é encontrada fora do arraial.
Isso é tão verdade que também está escrito: “Eis que estou à porta e bato”.
Oras! Se ele está à porta, de que lado ele está?
Sai daí povo, você já está bem crescidinho para ficar amarrado nessas coisas mundanas.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2021
Quem vai?
Só quem pode mudar o negócio por aqui é a classe média.
O pobre não consegue e o rico não quer.
Mas aí eu vejo a classe dividida e querendo ou atacar ou revidar ataques tendo como ferramenta essa ou aquela figura desse ou daquele partido.
Não dá. Não se chegará a lugar algum assim.
Há que se descobrir um nome que minimamente represente ambas as partes.
É da democracia haver ideias e ideais diversos.
É da democracia haver contraditórios e ideologias as mais diversas.
Não é esse o ponto.
O ponto é que a classe política, em conjunto com a elite jurídica, adora que a coisa esteja como está. Isso só serve a eles e eles vão se perpetuando no poder, hora esse, hora aquele.
A classe política, com a anuência da elite jurídica, prostrou essa nação. A colocou de quatro.
Está na hora de essa nação se levantar. E se isso se dará através de uma figura (triste que seja assim), que essa figura seja representante das partes que compõem essa nação contra a classe política e a elite jurídica.
O pobre não consegue e o rico não quer.
Mas aí eu vejo a classe dividida e querendo ou atacar ou revidar ataques tendo como ferramenta essa ou aquela figura desse ou daquele partido.
Não dá. Não se chegará a lugar algum assim.
Há que se descobrir um nome que minimamente represente ambas as partes.
É da democracia haver ideias e ideais diversos.
É da democracia haver contraditórios e ideologias as mais diversas.
Não é esse o ponto.
O ponto é que a classe política, em conjunto com a elite jurídica, adora que a coisa esteja como está. Isso só serve a eles e eles vão se perpetuando no poder, hora esse, hora aquele.
A classe política, com a anuência da elite jurídica, prostrou essa nação. A colocou de quatro.
Está na hora de essa nação se levantar. E se isso se dará através de uma figura (triste que seja assim), que essa figura seja representante das partes que compõem essa nação contra a classe política e a elite jurídica.
sábado, 23 de janeiro de 2021
Um nome, por favor
No Brasil nós temos a direita, a esquerda e a classe política.
Direita e esquerda se digladiam com a classe política, em conjunto com a elite jurídica, assistindo. A classe política, com a elite jurídica, não tem lado, tem interesses.
Já tivemos:
- Um advogado/escritor/chefe do coronelato do seu estado.
- Um filho de político assassino (seu pai matou um adversário), ele também político de carreira e empresário do setor da comunicação.
- Um engenheiro meio café com leite, político de carreira, cujo grande feito foi lançar o plano real.
- Um intelectual da ABL e frequentador da Sorbonne. Um cara sem sal com interesses próprios.
- Um sindicalista que entregou o cargo com 80% de aprovação para ser preso mais tarde.
- Uma economista, impedida, como um dos seus antecessores. Eles são muito iguais.
- Um advogado, constitucionalista e político de carreira, que também foi preso, ainda que por um dia.
- Um capitão do exército, político de carreira. Um ogro.
É verdade que a democracia prima por buscar o melhor entre seus pares para dirigir a nação?
Se sim, isso ocorreu em algum tempo?
Não me parece, muito porque direita e esquerda ficam se digladiando com a confortável assistência da classe política em conjunto com a elite jurídica. Essa caterva não quer que a coisa mude. Eles querem as turbas no confronto, pra eles é ótimo que seja assim.
Tenho a impressão de que é hora de o Brasil descobrir um nome decente para o cargo, que esteja acima das ideologias políticas de cada um.
Direita e esquerda se digladiam com a classe política, em conjunto com a elite jurídica, assistindo. A classe política, com a elite jurídica, não tem lado, tem interesses.
Já tivemos:
- Um advogado/escritor/chefe do coronelato do seu estado.
- Um filho de político assassino (seu pai matou um adversário), ele também político de carreira e empresário do setor da comunicação.
- Um engenheiro meio café com leite, político de carreira, cujo grande feito foi lançar o plano real.
- Um intelectual da ABL e frequentador da Sorbonne. Um cara sem sal com interesses próprios.
- Um sindicalista que entregou o cargo com 80% de aprovação para ser preso mais tarde.
- Uma economista, impedida, como um dos seus antecessores. Eles são muito iguais.
- Um advogado, constitucionalista e político de carreira, que também foi preso, ainda que por um dia.
- Um capitão do exército, político de carreira. Um ogro.
É verdade que a democracia prima por buscar o melhor entre seus pares para dirigir a nação?
Se sim, isso ocorreu em algum tempo?
Não me parece, muito porque direita e esquerda ficam se digladiando com a confortável assistência da classe política em conjunto com a elite jurídica. Essa caterva não quer que a coisa mude. Eles querem as turbas no confronto, pra eles é ótimo que seja assim.
Tenho a impressão de que é hora de o Brasil descobrir um nome decente para o cargo, que esteja acima das ideologias políticas de cada um.
domingo, 10 de janeiro de 2021
De pais e filhos
Quer ser amigo do seu filho?
Esse é um projeto a longo prazo.
Há algumas condições.
Entenda que na infância e adolescência os amigos dele serão os da mesma idade. O pai tem que ser pai, líder, referência, guia, exemplo, o que corrige e pune.
Elogios e estímulos são importantes e desejáveis, mas, em excesso fazem mal.
M U I T O cuidado com tudo que é eletrônico: tablets, computadores, smarphones e os nefastos jogos eletrônicos.
Não lhe dê tudo o que ele quer e pede.
Xingamentos, espancamentos e assédios de qualquer ordem são totalmente indevidos e têm que ser dispensados e evitados a qualquer custo, assim como gritos e berros. Sua voz tem que ser de comando, firme e determinada e se prometer algo, para o bem ou para o “mal” dele, cumpra.
Seja e esteja presente. Se dispõe de pouco tempo, que esse seja de qualidade e dedicado a ele. Mostre que você está para o que der e vier, e que não há limites pra isso, mas não queira protegê-lo do que ele não pode/deve ser protegido.
Não fuja dos problemas. Encontre uma solução.
Brinque muito com ele, curta-o muito e envolva-o nas suas coisas.
Estimule-o e permita-lhe sair logo cedo à lida do trabalho. Vai ajudá-lo muito.
Feito isso, você terá um amigo na juventude e maturidade, parceiro para o resto da vida.
Nota de excelência: segue o reconhecimento, a gratidão, a felicitação para aquelas (e aqueles) que têm que fazer a parte de ambos (pai/mãe e vice-versa) na formação da criaturinha. Vida longa.
Esse é um projeto a longo prazo.
Há algumas condições.
Entenda que na infância e adolescência os amigos dele serão os da mesma idade. O pai tem que ser pai, líder, referência, guia, exemplo, o que corrige e pune.
Elogios e estímulos são importantes e desejáveis, mas, em excesso fazem mal.
M U I T O cuidado com tudo que é eletrônico: tablets, computadores, smarphones e os nefastos jogos eletrônicos.
Não lhe dê tudo o que ele quer e pede.
Xingamentos, espancamentos e assédios de qualquer ordem são totalmente indevidos e têm que ser dispensados e evitados a qualquer custo, assim como gritos e berros. Sua voz tem que ser de comando, firme e determinada e se prometer algo, para o bem ou para o “mal” dele, cumpra.
Seja e esteja presente. Se dispõe de pouco tempo, que esse seja de qualidade e dedicado a ele. Mostre que você está para o que der e vier, e que não há limites pra isso, mas não queira protegê-lo do que ele não pode/deve ser protegido.
Não fuja dos problemas. Encontre uma solução.
Brinque muito com ele, curta-o muito e envolva-o nas suas coisas.
Estimule-o e permita-lhe sair logo cedo à lida do trabalho. Vai ajudá-lo muito.
Feito isso, você terá um amigo na juventude e maturidade, parceiro para o resto da vida.
Nota de excelência: segue o reconhecimento, a gratidão, a felicitação para aquelas (e aqueles) que têm que fazer a parte de ambos (pai/mãe e vice-versa) na formação da criaturinha. Vida longa.
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