sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Sem presunção


Não presuma. Fará bem pra você e para o outro.
Casei com uma mulher maravilhosa e combinamos com isso, e assim ensinamos nossos quatro filhos a serem e agirem dessa forma também, então, você pode contar com pelo menos seis pessoas que não presumirão a seu respeito.
A que presunção me refiro?
A essa presunção de achar que alguém ao passar por algum perrengue é porque ele está em débito com algo, na terra ou no céu. Isso é odioso, uma excrescência, além de muito feio.
Então se algo dá errado, ou não muito certo na vida daquela pessoa, é porque ela está errada?! Não!!!
Pode ser em relação à saúde, ao emprego, ao dinheiro, ao “amor”, enfim, é uma infinidade de situações que provocam o juízo daqueles que se acham um pouco superiores aos demais para tascar um veredicto: “há algo errado com aquela pessoa”.
Algo aconteceu que não deu muito certo, logo vem o julgamento: “ele está com algum problema”, seja de ordem moral, espiritual, familiar, ou o que quer que seja.
Não é assim, pelo menos, eu os meus cinco não agimos assim.
Coisas podem acontecer que fujam do controle, às doenças todos estão sujeitos, o “amor” por vezes é traiçoeiro, então, não presuma e, por favor, não pronuncie um julgamento assim de forma tão açodada, sem saber as reais condições que levaram aquela determinada pessoa a estar passando por uma situação difícil.
Conte comigo e com os meus, assim como espero contar com você quando passar por alguma situação difícil.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Público/Privado

Qual é a linha que divide o público do privado?
Quem sustenta um e outro?
Quem mantém um e outro?
A quem se destina um e outro?
Qual a razão de ser de um e outro?
De onde vêm os recursos de um e outro?
Afinal, não é tudo feito em nome do povo, da população, das gentes, dos povos?
O que dá peso, força e substância ao negócio é o consumo, e o consumo não se mantém quando se considera somente a parcela de cima. Eles gastam muito, mas, proporcionalmente, muito menos que a grande massa.
Assim, a razão de ser do negócio privado é o povo.
Desnecessário dizer que a razão de ser do negócio público também é o povo, embora os dominadores não pensem e não ajam assim.
Se assim é, há um desequilíbrio na parada toda. O privado não pode reter tanto, até sob o risco de entrar em colapso.
Se assim é, o (setor) público não pode entender que existe para si.
Um e outro existem para o povo, para a população, para as gentes, para os povos.
Nada contra uns terem mais. Se é inteligente, honesto, sabe fazer dinheiro e é trabalhador, nada contra.
Fato é que a coisa vai colapsar.
A violência pública, seja a brasileira seja a internacional, dá mostras disso.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Eu e a moto

Não sei quem possui quem, seu eu a ela ou ela a mim.
O que sei é que somos cúmplices, até o limite extremo.
O vento... ambos sentimos, de cara, na cara.
Se ela toma chuva, eu tomo.
Se ela sente calor ou frio, eu sinto.
A terra e o barro grudam igualmente em nós.
Os perigos, estamos ambos na berlinda.
Parada, eu a sustento.
Em movimento, ela me carrega, com o sol, a lua e as nuvens como companheiras sob o olhar atento e cuidadoso do Divino.
Se gasto dinheiro com ela? Sim, contudo, menos do que gastaria com um terapeuta.
Tenho a nítida sensação de que a moto é um ser vivo, pois qualquer pancada me dói na alma.
E a liberdade?
Que outro veículo tem como combustível não o derivado o petróleo, mas o vento?
Que outro veículo te leva lá no ponto exato aonde você quer ou precisa ir?
Que outro veículo te faz parar na frente do comércio pra comprar o que você precisa?
Que outro veículo te liberta do congestionamento?
Que outro veículo te instiga tanto a injetar adrenalina nas veias? E haja adrenalina, especialmente na chuva com carros, caminhões e ônibus do seu lado.
A gente não é sabão, mas é cada escapada que a gente dá!!!
Que outro veículo te expõe tanto? Sim, em cima dela você é o que você é, não adianta nem encenar.
Que outro veículo te faz arrancar um aceno de uma criança com cara de espanto misturada com admiração?
Que outro veículo transforma ilustres desconhecidos em amigos do peito?
Que outro veículo te transforma em parte da natureza?

Eu e a moto. Compre uma.  

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Esse Cordeiro

Da volatilidade das emoções e convicções nasce a ânsia por estereótipos.
A humanidade não sabe caminhar a não ser dirigindo-se por regras, costumes, padrões, paradigmas que acabam transformando-se em estruturas muito bem elaboradas, alicerces inabaláveis, também conhecidos em parte como moral de um povo, que é construída pelos seus costumes e que pode ser boa.
Bem verdade que alguns desses parâmetros são valiosos, aproveitáveis, até virtuosos. Eles não são intrinsecamente maus e descartáveis, embora, extremamente susceptíveis à frigidez.
Fato é que o Nazareno colocou tudo por terra. Não há quem consiga sistematizá-lo, enquadrá-lo, defini-lo.
Raramente Ele era objetivo em suas respostas, quando, sequer, as respondia. Via de regra, respondia as perguntas com outra pergunta, ou então respondia com uma resposta totalmente fora do assunto.
“Ouvistes o que foi dito... mas eu vos digo”. Que petulância. 
E o ladrão? “Hoje estarás comigo no paraíso”. Como assim? Mas e os cursos, os diplomas, os títulos?
“As prostitutas vos precederão”. Não! Para! Aí não né?
Incontornável. Inconcebível. Indefinível. 
E quando ele desceu o reio nos comerciantes do templo? Como interpretar isso? Há quem queira alegorizar, espiritualizar. Mas não dá.
Indomável. Fortíssimo. 
Eu Sou o caminho, a verdade e a vida!!! Quem jamais ousou tamanha convicção?

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

O Eterno

O Eterno, ah! o Eterno.
Só é eterno, o que é eterno.
Nada que não seja eterno, é eterno.
Anseio primeiro e último da alma humana,
Pelo que se lança em busca insana,
Acumulando, guardando, se refugiando, se preservando.
Quando o Eterno, oras! é Ele mesmo porta, caminho e destino. Princípio, meio e fim.
O Eterno, inabalável, imarcescível, intangível, inalcançável,
Sem deixar de ser eterno transmuta-se em temporal e espacial, pois que tempo e espaço não afetam sua eternidade.
Dessa transmutação depende a eternidade humana, ainda, uma probabilidade.
O convite, o chamamento, a atração foi iniciada séculos atrás,
Quando aquele que também é porta e caminho, menos destino, deu seu último suspiro para retomá-lo três dias depois, tendo sujeitadas a si todas as coisas menos Aquele que lhe sujeitou todas as coisas, o Eterno, o destino de todos.

“Devorada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Terra em pranto

Terra, terra, que ensurdeceste-te ante aqueles que poderiam ajudar-te, e assim, mataste-os.
Quantas vezes quis eu recolher-te qual galinha aos seus pintainhos, e renegaste.
Terra, que choras os fetos abortados concebidos em aventuras inconsequentes do prazer.
Terra, que choras os óbitos precoces em terras muçulmanas, africanas e americanas.
Terra, que pranteias os filhos abatidos de todas as classes a serem enterrados pelos pais, quando o natural seria o contrário.
Terra, por que manténs essa desigualdade social que te faz tão mal?
Terra, que insistes em não ver, que persistes em não ouvir.
Terra, que celebras a acumulação, e por ela, te manténs em prisão.
Terra, que choras os filhos viciados e não te dás contas de que o que faltou foi o aconchego de um lar equilibrado.
Terra, que lamentas os desvios e desmandos dos poderosos, enquanto crês que o sistema por si só se resolverá.
Terra, que te indignas, mas que pela indignação te contentas.
Terra, que optas pela superficialidade das relações alimentada por uma tecnologia doente incapaz de alcançar o âmago das questões.
Terra, que te contentas com o circo televisivo e das redes sociais embalando-te por datas festivas sem jamais dares um passo além.
Terra, que choras a dor da violência conjugal, das relações pedófilas e incestuosas.
Terra, que pranteias a violência urbana que, insana, destrói sonhos.
Terra, que barganhas o eterno pelo temporal, o transcendente pelo material.  Terra, terra, que ensurdeceste-te ante aqueles que poderiam ajudar-te, e assim, mataste-os.

Quantas vezes quis eu recolher-te qual galinha aos seus pintainhos, e renegaste.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Matem-me, por amor à humanidade

Eu sou mau. Está provado. Até tenho boas propostas, mas sou mau, intrinsecamente mau.
Não consigo colaborar com a humanidade. Minhas ideias se provaram incapazes. Não consegui chegar onde queria, mesmo porque abusaram de mim, me corromperam, me estupraram.
Tive concorrentes. Venci todos eles, porque eles também se mostraram incapazes de propor soluções consistentes.
Os números publicados da minha atuação nesse ano me envergonham. Não queria uma atuação tão capaz assim. Não era pra eu ser tão eficiente assim.
Fui jovem e como a Sibila de Cumas, pedi para não morrer, mas esqueci de pedir a juventude, assim, estou velho e vivendo, e não consigo colaborar para a humanidade, então, por favor, me matem.
Vocês são inteligentes e descobrirão um substituto com ideias e práticas melhores. Para isso aconselho a ouvirem o Rabi de Nazaré.

O capitalismo

Um pobre precisa trabalhar 19 anos e guardar todo dinheiro sem gastar nada para ganhar o que um super rico ganha em um mês.
Os super ricos sonegaram 200 bi de dólares no último ano.
82% da riqueza do mundo estão nas mãos do 1% mais rico.
5 brasileiros detêm a mesma riqueza que 100 milhões de brasileiros.