Deus nos aceita do jeito que somos?
Só se a igreja fosse um ferro velho em que
coisas são depositadas e ficam lá como são.
Permita-me dizer que há uma ótima notícia no ar:
Não! Ele não nos aceita do jeito que somos ou estamos. Ele investiu pesado
exatamente para não nos aceitar do jeito que somos.
Brilha no horizonte, ou, para alguns, no fim do
túnel, a concreta possibilidade de deixar de ser e fazer aquelas coisas que
tanto queremos deixar de lado.
Aquelas coisas que não queremos mais sentir,
falar, pensar, julgar, suspeitar, presumir.
Aquela incapacidade de calar,
relevar, esquecer, perdoar.
Aquela tendência por revanchismo, por “pagar na
mesma moeda”, por dar o troco, por “não levar desaforo para casa”, por cobrar o
que o outro não tem para dar.
Aquela fraqueza por comparação, por
competição, por achar-se melhor e mais capaz que o outro.
As mentiras, as dissimulações, os enganos, os
pecados ocultos e os abertos.
Aquela mania de querer imitar tudo o que se faz
lá do outro lado.
Enfim, tudo isso pode sim ser mudado e a porta
de entrada para isso chama-se “arrependimento”.
Essa palavrinha saiu de moda há algum tempo
porque não dá ibope e como o lance agora é show pra todo o lado, não há lugar
nem tempo para esse tipo de consideração.
O negócio é dar atividade e não deixar as
pessoas pensarem.
Pois… o show tem que parar! Sim, para que as
pessoas sejam mudadas, o show tem que parar.
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